Técnicos da Agência de Defesa Agrosilvopastoril de Rondônia (Idaron) iniciaram uma investigação soroepidemiológica que pode atrair investimentos para Rondônia, caso as amostras de sangue dos porcos não indiquem a presença da Peste Suína Clássica (PSC).

Vilhena é uma das cidades que contam com um projeto para a implantação de um friogorífico suíno. Um grupo de empresários, em parceria com industriais de outros estados, já têm pronto um cronograma de instalação do empreendimento, que beneficiará dezenas de pequenos produtores. Em geral, frigoríficos desse tipo terceirizam para os sitiantes a criação dos animais.

 A doença é altamente contagiosa e pode dizimar criatórios inteiros em poucos dias. Nesta primeira fase, o trabalho está sendo realizado em pequenas propriedades, onde a criação de porcos é destinada basicamente para a subsistência e as vendas de animais são realizadas com pouca frequência. Cerca de 340 propriedades devem ser vistoriadas pelos técnicos da Idaron até o dia 28 de fevereiro, quando o inquérito de PSC deve ser concluído em Rondônia.

 Para os exames laboratoriais, pequenas amostras de sangue são retiradas dos animais com mais de sete meses de vida. “O objetivo é mostrar ao Ministério da Agricultura que Rondônia não tem a circulação do vírus da peste suína e que o nosso rebanho está saudável e apto para comercialização”, explica o veterinário da Idaron, Murilo Freitas.

 

Além de Rondônia, fazem parte da zona livre de PSC os Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, onde está concentrada a maior parte das propriedades e suínos do território nacional; São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Tocantins.