No final do próximo mês, mais especificamente no dia 30 de outubro, os 5.500 eleitores de Cabixi voltam às urnas para eleger outro prefeito. O eleito em 2008, José “Bau” Barroso (PR), que conseguiu um segundo mandato, acabou cassado sob acusação de poder político e econômico naquele pleito.
As brigas nos tribunais fizeram com que a decisão da Justiça Eleitoral se arrastasse por quase três anos, mas recentemente, o TSE determinou: a votação será direta, ao contrário do que queria a oposição, que chegou a recorrer ao judiciário pedindo que o prefeito-tampão fosse escolhido pela Câmara.
Assim, sanadas as questões jurídicas, se enfrentam no tira-teima o atual chefe de gabinete do prefeito cassado, Jorge Batista (PR) e o produtor rural Gilmar de Carli, o Chicão (DEM). O primeiro terá como vice o pastor Osmar Feltrin (PR), líder da igreja evangélica Palavra de Cristo para o Brasil e o democrata escalou como companheiro de chapa o professor Marcus Martins (PT).
O ex-prefeito Bau garante que, já no dia 5, seu grupo estará nas ruas fazendo campanha. Ele apóia Jorge e diz que a entrada do religioso como vice garantirá uma vitória mais folgada ainda à coligação que lidera. O pastor entra no lugar do presbítero de sua própria igreja. Segundo Bau, Adilson Fagundes, o presbítero, preferiu ceder a vaga para o xará e superior na hierarquia religiosa para reforçar a aliança, mas fará campanha pelo candidato progressista.