Paciente recebeu cesta básica fornecida pela Semas, reforçando o apoio social prestado
 
Após a segunda reportagem publicada pelo FOLHA DO SUL ON LINE mostrando a rotina de um cadeirante de 54 anos, que vive em condições degradantes em uma casa tomada pelo lixo, a prefeitura de Vilhena se manifestou sobre o caso.
 
Ambas as publicações usaram imagens para revelar a insalubridade da casa que o homem divide com outros dependentes químicos, e que causou revolta nos leitores. O último texto revela que o personagem PCD está com um “buraco” nas nádegas (LEMBRE AQUI).
 
LEIA ABAIXO, na íntegra, a manifestação do município, na qual são explicadas as providências a serem adotadas para resgatar e encaminhar o paciente para tratamento.
 
NOTA DE ESCLARECIMENTO
Em relação à reportagem sobre o caso do senhor Nelson Sena, cadeirante de 54 anos, a Prefeitura de Vilhena esclarece que o paciente vem sendo acompanhado pela equipe da Unidade Básica de Saúde (UBS) Leonardo desde 2024 e é assistido pelo Benefício de Prestação Continuada (BPC). Conforme avaliação da equipe, o paciente apresenta quadro de paraplegia, dependência química e hipertensão arterial, fazendo uso irregular de medicações. Ele reside sozinho e consome substâncias psicoativas, condição que compromete seu estado físico e mental.
 
No dia 2 de setembro de 2025, a equipe de saúde realizou visita domiciliar, acompanhada de uma assistente social, na residência do paciente. Na ocasião, ele estava com seu irmão (morador próximo) e foi constatada situação de extrema vulnerabilidade social, com moradia em condições precárias de higiene e conservação, oferecendo risco à saúde e à segurança. O local também representa risco para visitas de agentes de saúde, pois é utilizado por terceiros para consumo de drogas.
 
Diante desse cenário, foi elaborado um plano de atendimento integral, que inclui encaminhamento e acompanhamento pela equipe de saúde mental no Centro de Atenção Psicossocial (Caps), acompanhamento pela assistência social no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), possível internação para desintoxicação e tratamento da dependência química, apoio da família para retirada do paciente da residência atual, acompanhamento por equipe multidisciplinar e visitas de agentes de saúde, solicitação de exames de rotina, realização de curativos diários e encaminhamento para o programa Melhor em Casa, considerando que o paciente relatou não ter condições de se deslocar até a unidade.
 
Além disso, o paciente recebeu cesta básica fornecida pela Semas, reforçando o apoio social prestado. A Prefeitura de Vilhena reafirma que o caso segue sendo acompanhado de forma conjunta pelas equipes de saúde e assistência social, que permanecem empenhadas em oferecer atendimento integral, garantindo acesso aos cuidados médicos, psicológicos e sociais necessários.