Começa a cair o número de ações judiciais contra a prefeitura de Cerejeiras. Como já foi noticiado no jornal FOLHA DO SUL, um grande número de processos, movidos por cidadãos, chegavam a travar verbas direcionadas à Secretaria de Saúde do município.


Agora, pelas informações apuradas pelo FOLHA DO SUL ON LINE, o número de ações judiciais contra a prefeitura começa a cair. O principal motivo da queda, segundo informações extraoficiais, é que a nova gestão municipal trabalha com uma política de prevenção de ações judiciais.


“Fazemos de tudo para uma questão com um cidadão não parar na Justiça”, disse uma servidora da Secretaria de Saúde. “Antes, as coisas só eram resolvidas quando iam para a Defensoria Pública ou para o Ministério Público. Agora a gente tenta impedir ao máximo que as coisas cheguem a este ponto”, complementa a servidora.


A grande maioria dos processos judiciais movidos contra a prefeitura até aqui eram direcionados à Secretaria de Saúde, tinham origem nos cidadãos e eram movidos por meio da Defensoria Pública no município.


Grande parte destas demandas judiciais era sobre compras de medicamentos, e muitos destas medicações são caríssimas.


Quando a prefeitura não atendia a demanda do cidadão, a Justiça costumava bloquear parte da verba direcionada pelo governo federal ao município para o setor de Saúde.


Tempos atrás, um cerejeirense conseguiu, com ação judicial, bloquear um valor de R$ 40 mil da conta da prefeitura.


Assim que chegou ao poder, o prefeito de Cerejeiras, Airton Gomes, do PP, decidiu tentar diminuir estes entraves judiciais. Segundo informações dos servidores, o novo gestor aumentou de 20% para 25% o montante do orçamento municipal para o setor de Saúde e orientou os servidores da Secretaria de Saúde a tentar, ao máximo, resolver as demandas sem necessidade de ações judiciais.


O site apurou também que a direção da Secretaria de Saúde de Cerejeiras chegou a fazer um apelo à Justiça para selecionar melhor os cidadãos que realmente precisavam de medicações gratuitas do poder público municipal, pois “até fazendeiros chegaram a pedir remédios de graça”, segundo conta um servidor.