Como já foi noticiado por este site, a construção das 40 moradias populares em Cerejeiras, por meio do programa “Minha Casa, Minha Vida”, do governo federal, com contrapartida da prefeitura local, foi embargada por ordem judicial. A razão do embargo foi que um laticínio, que tem o complexo industrial próximo ao local da construção das residências, questiona a obra, que não tem rede de esgoto adequada no projeto.
De acordo com o proprietário e o advogado do laticínio, e segundo consta nos dois processos que tramitam na Justiça sobre o assunto, a construção das casas populares pela prefeitura iria afetar a indústria, pois, no projeto das plantas das residências, não consta a construção de uma infraestrutura de rede de esgoto e saneamento adequada.
No final de semana passada, alguns pedreiros, supostamente ligados à prefeitura (e provavelmente sejam), foram vistos no local das residências dando continuidade à construção das casas. A notícia ganhou destaque na imprensa regional, abastecida por aliados do ex-prefeito Kleber Calisto, do PMDB.
Na manhã desta quinta-feira, 22, reportagem do site FOLHA DO SUL ON LINE esteve no local da construção das residências. Segundo o que foi apurado por este site, a prefeitura interrompeu a obra das casas populares, em obediência à ordem judicial.
“A prefeitura está cumprindo a ordem de embargo”, diz uma oficial de Justiça, que estava no local fazendo vistorias.
O site também apurou e confirmou que a prefeitura de Cerejeiras foi citada (ou seja, comunicada) pela Justiça da existência do processo em curso contra a construção das casas. Há informações de que o poder público municipal não apresentou nenhuma defesa judicial até o momento.
Ainda de acordo com apurações deste site, a prefeitura também está retirando os tijolos e materiais de construção do local.
Nesta manhã, um caminhão estava sendo carregado por homens da prefeitura, retirando uma pilha de tijolões que já estava na construção para serem instalados.
O site vai entrar em contato com o secretário de Obras de Cerejeiras, Danilo Marth, para obter mais informações sobre esse caso que foi parar nos tribunais.