O prefeito de Chupinguaia, Vanderlei Palhari (PMDB) deve ir à justiça contra uma decisão da Câmara de Vereadores, que aprovou a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), destinada a investigar irregularidades na contratação do transporte escolar no município.
Foi comprovado que a empresa que ganhou a licitação para executar o serviço subempreitou um trecho para veículo que estava em nome do vereador Sebastião Gomes Ferreira, o “Coutinho do Novo Plano” (PDT). O Parlamentar se defende e diz que não tem nada a ver com o caso, pois o ônibus já havia sido vendido, mas a documentação não fora transferida para o novo dono. Os colegas do edil entenderam que tudo não passou de simulação dele e criaram a CPI.
Acontece que, pelo Regimento da Câmara, o investigado (no caso, o pedetista) e a autora do requerimento de CPI, não poderiam votar. Coutinho se absteve, mas Lindaura Ferreira (PV), que pediu a investigação, ajudou a aprovar a matéria. Com isso, o placar ficou em 5 a 3 a favor da devassa na administração de Palhari.
Mas, outro erro pode anular a votação: segundo o Regimento, para a criação de CPIs, a Câmara deve atingir “maioria qualificada”, ou seja, seriam necessários seis dos nove votos (dois terços) do Parlamento. Como foram apenas cinco os vereadores que se manifestaram favoráveis à investigação, o prefeito deverá pedir na justiça a anulação.