Fernando Máximo também chamou de “absurda” condenação eleitoral do ex-presidente
Por telefone, o FOLHA DO SUL ON LINE entrevistou, na noite deste sábado, 22, o deputado federal Fernando Máximo, pré-candidato a governador de Rondônia no ano que vem, e ele comentou prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, determinada hoje pela manhã, pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes.
O congressista rondoniense argumentou que o processo contra Bolsonaro pelos chamados “atos golpistas” deveria ser anulado, conforme o entendimento de advogados consultados por ele. “O ex-presidente e todos os outros réus do 8 de janeiro deveriam ser julgados na primeira instância, pois não têm foro privilegiado. Portanto, no meu entendimento, esse processo é 100% nulo”.
Embora seja da área médica, o entrevistado disse ter conversado com especialistas em Direito, de quem teria ouvido que a suposta tentativa de golpe não configuraria crime no Brasil. “Se alguém planeja um assalto a banco, mas não concretiza a intenção, nem denunciado pode ser”, ilustrou, pois não houve crime.
Máximo também considerou “absurda” a outra condenação de Bolsonaro (essa, na seara eleitoral), por ter se reunido com embaixadores de outros países para falar de sua desconfiança em relação às urnas eletrônicas usadas no Brasil.
Em relação à prisão de Bolsonaro, que teria tentado romper a tornozeleira eletrônica que o monitorava, ação que que foi interpretada pelo ministro “Xandão” como uma espécie de preparativo para uma eventual fuga, o médico-parlamentar também aponta a dureza da medida.
“O Bolsonaro é um homem de 70 anos, que já passou por 7 cirurgias e está soluçando há um mês. Que perigo ele representa para alguém?”, questionou Máximo, que mantém o apoio ao ex-presidente, que pode retribuir o gesto e também apoiá-lo em sua luta para chegar ao Palácio Rio Madeira.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 22 de Novembro de 2025, às 19:47