Um dos grandes problemas que as cidades enfrentam na modernidade é o avanço e a proliferação de pragas urbanas. Em Vilhena, por exemplo, a revoada de andorinhas que pousa em árvores da avenida Marechal Rondon, tem deixado um saldo de mau cheiro que motivou até a derrubada dos abrigos. O crime ambiental, cuja autoria é desconhecida, está sendo apurado pela polícia.
Em Cerejeiras também há avanços de pragas urbanas. As duas principais são os pombos e os morcegos.
A casa do pastor batista Gelson da Conceição foi atacada simultaneamente pelas duas espécies. Por um pedaço do telhado quebrado (FOTO), as pragas entram no forro e proliferam, deixando um pó extremamente tóxico e malcheiroso. (Se o leitor observar bem a foto, poderá ver um casal de pombos em cima do telhado.)
O pombo, por exemplo, é um pássaro bonito e que parece puro. Chega até mesmo a ser símbolo da paz e do Divino Espírito Santo. Mas na realidade a ave é perigosa, causa muita sujeira e pode transmitir doenças ao ser humano.
O pastor, dono da casa, já chegou a contratar uma empresa dedetizadora para tratar do problema, mas os pombos e morcegos retornaram. “Gastamos R$ 700 com a limpeza, mas esses bichos voltam de novo”, afirmou.
Além de tudo isso, é proibido matar qualquer destes animais. Consiste em crime ambiental. O máximo que se pode fazer é retirar o ninho e fechar as brechas por onde esses animais entram.
Além de morcegos e pombos, os caramujos-africanos também atacam em Cerejeiras. Os muros de algumas residências já estão infestados pelo molusco. Assim como os morcegos e pombos, os caramujos também são perigosos para a saúde humana.
Um dos motivos da invasão das pragas urbanas é o desmatamento histórico da região. Alguns destes animais vêm às cidades em busca de refúgio, pois têm certas áreas urbanas que possuem mais árvores que as rurais.
Autor:
Rildo Costa
Fonte:
FS
Publicado em 11 de Fevereiro de 2013, às 10:44