Dinheiro arrecadado ajuda comunidade e famílias carentes
 
Quem for amanhã ao postinho de saúde do Setor Industrial, em Vilhena, vai encontrar centenas de peças de roupa na grama do jardim, em frente a unidade. Ao lado do vestuário, também haverá uma caixinha, para que a pessoa interessada nos produtos, deposite o valor que considerar justo.
 
Autora da iniciativa, a enfermeira Maria Tavares explicou ao FOLHA DO SUL ON LINE que as roupas foram doadas por pessoas atendidas na rede publica de saúde. O velho hábito dos pacientes permitia a realização de bazares, nos quais as doações eram vendidas.
 
Os valores arrecadados nos bazares, realizados em praças públicas, eram revertidos na ajuda à comunidade, usados para comprar itens para o próprio postinho e também destinado a pessoas de baixa renda. “A gente recebe dos ricos e ajuda os pobres”, brinca Maria.
 
Por causa da pandemia, os bazares foram encerrados, mas as doações continuaram chegando. No momento, são mais de mil peças, incluindo cercas de 200 calças jeans. “E está tudo em excelente estado”, garante a profissional de saúde.
 
A ideia, segundo as profissionais que trabalham no postinho, é colocar tudo à disposição, para que os vilhenenses exerçam sua solidariedade. Na caixinha, Maria vai escrever: “se você precisa e não pode pagar, pegue; se você pode contribuir, coloque na caixa o valor que acha justo”.
 
A controladora do postinho esclarece que, além de ajudar gente que precisa, a ação social também garante recursos para investir no próprio postinho: “a gente compra lâmpada e outras coisas que a unidade precisa. O jardim a gente melhorou e deixou bonito com o dinheiro dessas doações”.