Edivaldo tem duas irmãs que enfrentam o mesmo problema de saúde
Após o advogado João Paulo das Virgens prestar uma homenagem nas redes sociais ao “guarda” Edivaldo dos Santos Silva, que todos em Vilhena conhecem como “Pororoca”, o FOLHA DO SUL ON LINE buscou mais informações sobre o personagem, que já faz parte do cotidiano de quem frequenta os comércios na avenida José do Patrocínio.
Fã da Polícia Militar, Pororoca chega a prestar continência quando vê passar uma viatura com soldados a bordo. Devido à condição que reduz sua capacidade intelectual, e que chegou junto com ele ao mundo, Edivaldo não pode fazer parte da corporação que tanto admira.
Mas, o “menino” que hoje tem 45 anos, exerce a função de maneira alternativa e, devidamente “fardado”, faz a ronda nos estabelecimentos, onde é cumprimentado pela clientela, já habituada com sua presença. Apesar de lidar com a síndrome cujo nome a mãe sabe pronunciar, e chama de “manchas” no cérebro, o “policial” é respeitoso e prestativo.
MÃE DESABAFA
Ao conversar com o FOLHA DO SUL ON LINE, a viúva Ione dos Santos Silva, de 58 anos, ela própria com “problema nos nervos”, relatou a dificuldade para criar os três filhos (além de Edivaldo, são duas mulheres), todos com o mesmo problema.
Ione, que é boa de memória e informa que no próximo dia 30 de dezembro a morte do marido completa 10 anos, conta que a renda da casa é a pensão por morte que ela recebe e dois benefícios (LOAS) pagos a Pororoca e uma das irmãs.
BARULHO E CRISES
Em prantos, a entrevistada conta que, após dois anos sofrendo, finalmente o Ministério Público agiu e os vizinhos que afetavam diretamente a qualidade de vida dos filhos dela “pararam de fazer bagunça”.
Ione relata que, por causa das músicas altas e da algazarra aos finais de semana, Edivaldo passou a enfrentar crises e querer se mudar do bairro Ipanema. Por causa do som no volume máximo, toda a família saía de casa e só retornava à noite. E muitas vezes a poluição sonora ainda estava ativa.
O “vigilante”, que passou a ficar mais agressivo ao ter sua paz interrompida pela agitação dos vizinhos barulhentos, se queixava de “pontadas na cabeça” e não parava mais em casa, preferindo manter o “patrulhamento” nas ruas até altas horas da noite.
Com o problema momentaneamente resolvido, Ione diz esperar que a algazarra não volte, temendo pela saúde e até mesmo pela vida dos três filhos, que ela faz questão de manter estudando na Apae.
Autor:
Da Redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 23 de Dezembro de 2023, às 15:30