Os plantadores de soja no interior do Cone Sul estão, ainda, em plena colheita. Alguns sojicultores já colheram toda a área plantada em suas propriedades, outros ainda estão em plena safra.

 

A reportagem do site FOLHA DO SUL ONLINE ouviu dois agrônomos cerejeirenses, ligados a empresas diferentes, para traçar um panorama da atual situação da colheita de soja na região interiorana do Cone Sul.

 

Os profissionais, que trabalham para diferentes empresas, pediram para não serem identificados aqui porque tratam de apenas opiniões pessoais como profissionais, e não um pronunciamento em nome das respectivas empresas.

 

De acordo com os engenheiros agrônomos, cerca de 55% a 60% da soja já foram colhidas nos municípios interioranos até a data desta reportagem (quinta, 28). O site lembra que este dado não é rigorosamente preciso e não vale para o município de Vilhena, que está em estágio diferente de colheita neste ano.

 

Ainda segundo os profissionais, dois grandes desafios estão sendo enfrentados pelos plantadores que ainda estão colhendo a soja. O primeiro desafio é as chuvas excessivas em plena colheita. O segundo desafio é uma doença que ataca a lavoura conhecida como ferrugem asiática. “As chuvas excessivas fazem a soja perder qualidade, a ferrugem fazer perder quantidade”, afirma um dos agrônomos.

 

Outra questão levantada pelos profissionais é sobre o milho safrinha, plantado logo em seguida à soja. “A época segura de plantar o milho já está ultrapassada. Quem plantar vai ter de contar com a sorte”, diz um dos profissionais. E complementa: “A época segura é até 7 de março, com 90% de chance de boa colheita. Até o dia 15 de março é mais ou menos bom. A partir do dia 15 já é um risco e tem de contar com a sorte”.

 

Sobre a proporção de soja transgênica plantada na região, as duas empresas em que os agrônomos trabalham não compram o grão geneticamente modificado – ainda. Por isso, não há dados concretos. “Mas eu calculo que seja uns 5% de transgênico nesta colheita”, diz um dos agrônomos.

 

Em relação à perspectiva de produtividade para este ano, os profissionais ouvidos pela reportagem não arriscam um dado preciso. O ano passado foi de 54 a 56 sacas por hectare. “Como os plantadores ainda não colheram, não há uma estimativa precisa, mas esperamos uma possibilidade de queda devido à chuva e à ferrugem asiática”, diz um dos profissionais. Já o outro agrônomo acha que a colheita deste ano será melhor que do ano passado. “Pode chegar de 58 a 60 sacas por hectare”, diz.