Como já foi noticiado pelo FOLHA DO SUL ONLINE, os plantadores de soja do Cone Sul, especialmente os dos municípios interioranos, estão otimistas em relação a última safra. No município de Vilhena o otimismo é menor, mas ainda assim os sojicultores mantêm a esperança de bons resultados.

 

As chuvas excessivas que caíram em Vilhena em particular e nos municípios do interior do Cone Sul em menor intensidade (mas ainda assim, muito chuvoso), forçaram os plantadores a apresentarem um plano de convergência.

 

Uma das consequências do excesso de chuva é o surgimento de uma doença na soja chamada ferrugem asiática. O problema não é grave para a planta, mas requer defensivos e, consequentemente, mais custos.

 

Entretanto, os plantadores do Cone Sul estão contornando estes problemas. A colheita está, ainda, a todo vapor. Nos municípios interioranos, cuja colheita está mais atrasada, estima-se que já foi colhido mais de 50% por cento do total das lavouras.

 

Este ano foi também de muito investimento por parte dos plantadores. Muitos deles (talvez a maioria), aproveitaram o momento para investir em implementos agrícolas como tratores e colheitadeiras. O estoque das lojas do setor chegou a apresentar atraso, tamanho a pujança no setor.

 

A expectativa dos plantadores do interior do Cone Sul é de colher cerca de 60 sacas por hectare neste ano. No ano passado, a colheita girou, em média, de 54 a 56 sacas por hectare. O preço também anima. Hoje, a saca de soja está entre R$ 47 a R$ 50, dependendo de cada acordo firmado pelo plantador.

 

A única preocupação dos sojicultores, entretanto, é a mesma de sempre. A logística para o plantador rondoniense continua tendo um custo muito alto. A BR-364, que leva o grão até o porto de Porto Velho, continua em péssimo estado. Além disso, o petróleo teve uma alta considerável neste ano, aumentando também o preço do frete.

 

Vale lembrar que, no atual modelo econômico global, quem paga pelo transporte acaba sendo o plantador. É que o país comprador (China, por exemplo) não está disposto a pagar mais caro pelo frete que é adicionado ao preço da soja. Então, este custo acaba voltando à origem e sendo descontado no preço pago ao plantador.