Na última edição do jornal FOLHA DO SUL, uma reportagem traçou o novo perfil do profissional do campo. Os antigos “meeiros” se modernizaram, usam tecnologia, tem condições de vida melhores e agora são chamados de “lavoureiros”.
Como mostra a reportagem, é comum ver este novo perfil de profissional do campo em lavouras de soja no interior do Cone Sul.
Um dos personagens mostrados na matéria, Abel da Silva, trabalha numa fazenda que fica na exata divisa entre os municípios de Cerejeiras e Pimenteiras.
Além de usar maquinários de última geração, Abel também emprega dispositivos simples na lavoura. Um deles é um pluviômetro, um “medidor de chuva” instalado num toco de cerca e que dá uma noção mais exata da quantidade de chuvas que caem na região.
Segundo a pesquisa de Abel, a maior chuva que caiu na região foi de 12 milímetros e a menor foi de três. Segundo ele, a média para esta época do ano é de cinco milímetros por chuva.
A descoberta que Abel considera mais impressionante, porém, foi a de que este ano de outubro, que se passou, foi o menos chuvoso das últimas décadas na região. “Foram 30 dias sem cair uma gota de água”, diz. E explica: “No ano passado, o mês de outubro teve só 14 dias sem chuva. Pelo menos neste fim de ano está chovendo menos”.
O dispositivo mostrou o que os plantadores de soja na região já pressentiram. Neste ano, as chuvas atrasaram e empurraram a colheita de soja para frente, quase ao ponto de comprometer o plantio do milho safrinha, que é sempre semeado logo em seguida à colheita da soja.