“Foram encontrados dois corpus dentro de um saco no lixão de Cerejeiras”. Essa mensagem, assim mesmo, com “corpus” com “u”, correu de celular em celular via WhatsApp entre a população da cidade de Cerejeiras na noite desta segunda-feira, 15. A mensagem, lida sem nenhuma explicação a mais, causava susto nos destinatários, que pensavam se tratar de um caso de polícia, em que dois cadáveres tinham sido encontrados no depósito de lixo do município.
Só que, em seguida, e bem depois de algum tempo, vinha a seguinte mensagem: “É que foram encontrados dois iogurtes Corpus dentro de um saco no lixão de Cerejeiras”. Ou seja, não se tratava de cadáveres, mas de uma marca do produto lácteo.
Em outras palavras, era uma piada. Mas uma piada muito sem graça, pois grande parte dos cidadãos com celulares dotados com o aplicativo acreditou na mensagem e ficou apreensivo com o que leu, mas, em seguida, a irritação tomava conta do cidadão que caiu na pegadinha, quando o sentido da piada era explicado.
Em entrevista ao FOLHA DO SUL ON LINE, o comandante da Polícia Militar de Cerejeiras, tenente Ivan Vian, disse que a polícia não foi, em nenhum momento, mobilizada devido à piada que circulou pelos celulares no município no início da semana. “A polícia não tem o WhatsApp como fonte de comunicação de crimes”, disse o comandante. “Oficialmente, a Polícia Militar não tem WhatsApp. Apenas os oficiais tem os seus, mas são de uso particular e, na maioria das vezes, quando estão de folga”.
Ao site, o comandante explicou o procedimento padrão da corporação: “Nossa fonte de comunicação é o telefone, através do 190. Só que temos um identificador de chamadas e nem por telefone é possível passar trote ou fazer piadas com a polícia aqui em Cerejeiras”, garante o tenente Vian.
Entretanto, segundo afirma o comandante, um trote ou uma piada de mau gosto, caso seja levado ao conhecimento judicial, pode resultar em algum tipo de penalidade. “Um trote, por exemplo, pode resultar em falsa comunicação de crime. Mas não é a polícia que trata disso, pois esse assunto, se ocorrer, é levado para as esferas judiciais”.