Safras sucessivas de soja estão proibidas no Estado em prevenção a praga
Os produtores de soja estão autorizados a iniciar o plantio em Rondônia. Dividido em duas regiões de semeadura, o Estado iniciou o calendário da safra 2022/2023 para a cultura em 11 de setembro no Cone Sul e na última sexta-feira, 16 de setembro, nos demais municípios. A data máxima para o plantio também é diferente nas regiões: 30 de dezembro para Vilhena, Cerejeiras, Colorado, Cabixi, Corumbiara, Chupinguaia e Pimenteiras do Oeste, e 3 de fevereiro para as demais cidades.
As medidas seguem a Portaria n° 607, publicada em junho deste ano pelo Ministério da Agricultura, tendo em vista a necessidade de evitar a permanência de folhas e plantas vivas no solo que possam facilitar a ocorrência da Ferrugem Asiática da Soja, praga que pode causar imensos prejuízos ao setor. Dessa forma fica proibido o plantio de safras sucessivas de soja no mesmo ano agrícola, bem como vedado o plantio fora do calendário.
“Em Vilhena tivemos 43,6 mil hectares de área plantada de soja na safra 2021/2022, com 114 propriedades ativas e cerca de 40 produtores. Proteger o sucesso dessa importante engrenagem da economia vilhenense e rondoniense exige que levemos a sério o Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja, de nome científico Phakopsora pachyrhizi”, explica a engenheira agrônoma vilhenense da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia, Marina Tabalipa.
Dados integrados com o Consórcio Antiferrugem, da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), mostram que na última safra Rondônia foi o segundo Estado com mais ocorrências da Ferrugem, totalizando 108 registros, quase 20% do total no país. Vilhena não teve nenhum registro, sendo apenas oito no Cone Sul, com quatro em Chupinguaia e quatro em Corumbiara.
Caso ataque as plantações, por se espalhar rapidamente, a praga pode dizimar a lavoura, causando perdas de até 70%. Os sintomas começam com lesões foliares, que evoluem para coloração acinzentada ou marrom, em maior número na face inferior da folha. O Phakopsora pachyrhizi deixa rapidamente as folhas amarelas ou cor de bronze, motivando ainda sua queda prematura. Ao evoluir pode causar o aborto e a queda das vagens, com provável perda total do rendimento.
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Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 21 de Setembro de 2022, às 15:56