Uma equipe de policiais militares de Vilhena foi mobilizada, na tarde de ontem, para retirar um grupo de invasores que entraram a força na Fazenda Estrela, que fica nas proximidades do distrito do Guaporé, a 90 km de Vilhena. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram fazendo ameaças mútuas, o caseiro da propriedade, Oederson Santana, 26, e a suposta líder dos grileiros, identificada como Maria Eva da Silva Ortiz Arrigo, 43.
O FOLHA DO SUL ON LINE ligou para os dois, mas Eva não atendeu as chamadas. Já Oederson contou que desde o último final de semana, um grupo de cerca de 40 pessoas invadiu a fazenda. Esses sem-terra estariam sendo liderados pelo agitador Pedro Arrigo (FOTO), que já chegou a ficar preso em Vilhena, acusado de comandar invasões em Chupinguaia. Ele, que já responde por invasão armada, formação de quadrilha e cárcere privado, é casado com Eva, que foi ouvida na DPC de Vilhena junto com Oederson.
De acordo com o caseiro, a terra onde o grupo está acampado pertence a um militar aposentado que mora no Paraná. “Essa propriedade está documentada há 30 anos e eles entraram na marra”, relata Oederson, acrescentando que os invasores estão se abrigando dentro da casa que estava sendo construída na sede.
Segundo o entrevistado, ele foi trazido para Vilhena porque estava sendo ameaçado de morte pelos grileiros comandados pelo casal Arrigo. Sua filha e os três filhos, no entanto, continuam na fazenda, e ele teme que sejam vítimas de atos de violência. “Eu vou voltar pra lá, porque fui contratado para cuidar da terra”, avisa.
Apesar do aparato policial enviado para a região do conflito, nenhuma medida para desocupar a propriedade foi tomada e os invasores permanecem no local, aumentando a tensão na área.
Autor:
Edeblandes Ortis
Fonte:
FS
Publicado em 03 de Janeiro de 2014, às 11:59