Recambiado de Cáceres (MT) para Vilhena na noite da última sexta-feira, 23, o agricultor Pedro Arrigo, acusado de liderar ataques contra fazendas na região de Chupinguaia, já foi ouvido pelo delegado Ítalo Osvaldo Alves da Silva e encaminhado para a Casa de Detenção. Ele foi preso por acaso na cidade mato-grossense, para onde javia fugido após ter sua prisão decretada pela justiça local. Seu nome foi colocado no sistema Infoseg, que contém dados sobre criminosos procurados. Nada foi encontrado, mas matérias jornalísticas descobertas no site de buscas Google, relatando a participação do vilhenense nos conflitos armados, acabarm levando-a à prisão.
Em seu depoimento, Arrigo disse que não tem qualquer envolvimento com invasão da fazenda Caramello, que fica a 45 km de Chupinguaia. O cerco à propriedade aconteceu na segunda quinzena de fevereiro, quando sem-terra e policiais trocaram tiros. Fazendeiros e funcionários da Caramello chegaram a ficar como reféns em poder dos invasores.
Pedro, que é irmão do secretário municipal de Educação, José Carlos Arrigo, admitiu ter estado na área do confronto, mas alegou que foi lá apenas socorrer um companheiro ferido. O pedido de auxílio teria partido, conforme disse, do presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Vilhena e Chupinguaia, Udo Uahlbrinck, também acusado de incitar as invasões.
Arrigo contou que permaneceu na fazenda, após o tiroteio, por 24 horas, à espera de Udo, que ficou de voltar à propriedade para buscá-lo. O agricultor disse que não presenciou o tiroteio, mas admitiu ter visto pelo menos dez espingardas nas mãos dos sem-terra. O homem baleado e socorrido por ele, identificado como “Baiano”, teria sido levado para receber atendimento na cidade de Pimenta Bueno. Até agora a polícia não relacionou este ferido entre os envolvidos no episódio.