Nesta segunda-feira (10) a escola estadual Cecília Meireles, no bairro Bodanese dispensou os alunos por conta de uma revolta contra a administração da diretora Elizéia Oliveira de Moura, que é acusada de “assédio moral”. Servidores a acusam de chamá-los de incompetentes na frente de outros colegas. Eles dizem que o problema com a diretora é antigo, mas que agora ela teria “passado do limite”.
Os servidores ameaçam ingressar com uma ação na justiça contra a diretora. Durante toda a manhã, 24 funcionários da escola assinaram a ata de participação na reunião. Entre eles, professores, merendeiras e zeladoras, que ficaram reunidos em uma das salas articulando a saída da diretora. De acordo com um dos líderes do movimento, servidores de outros turnos da escola (lá tem aula em três períodos: matutino, vespertino e noturno) também devem engrossar o coro dos descontentes e assinar a ata, pedindo a saída da diretora. A escola tem cerca de 70 funcionários.
O secretário Executivo de Estado Ilário Bodanese e a delegada regional da Secretaria de Estado da Educação, Vera Lúcia Azevedo Ribeiro, participaram de uma parte da reunião com os servidores. Ficaram meia hora na reunião e ouviram as reclamações dos servidores. Prometeram se reunir com a diretora e voltar a tratar do assunto com uma comissão que será formada por sete servidores da escola e dois representantes do Sintero (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Rondônia).
Da reunião também participou a sindicalista Francisca Diniz de Melo Martins, diretora regional para o Cone Sul do Sintero. Para ela, ficou claro que os servidores vêm sofrendo assédio moral. “É um absurdo os servidores sofrem abuso de poder, humilhações, desacato. Isso não pode acontecer, ainda mais dentro de uma instituição de educação”, disse a diretora à FOLHA. “Está claro que isso não é só denúncia, é realidade. Pois além dos relatos de vários servidores que já sofreram com os abusos de poder da diretora, até quem não foi atingido por tais abusos de poder estão solidários com os colegas.”
DISPENSA DOS ALUNOS – Sobre a hora que os alunos foram dispensados, as informações são contraditórias. A delegada Vera diz que os alunos estudaram até as 10h30; os participantes da reunião afirmaram que as aulas foram até a hora do recreio, às 9h; já um funcionário que não fez parte do grupo insatisfeito com a direção, afirmou que “hoje não houve aula”. Segundo ele, os alunos eram dispensados assim que chegavam na escola. Um dos motivos da dispensa, teria sido a não preparação da merenda escolar, vez que as duas merendeiras do período matutino, embora estivessem na escola, participavam da reunião entre servidores, sindicato, Seduc e secretário executivo. A verdade é que cerca de 300 alunos do 6º ao 9º ano, de 9 salas de aula, foram para casa mais cedo.