Denunciante diz que não acionou a polícia por não ter juntado provas
 
Uma pecuarista de 47 anos procurou a redação do FOLHA DO SUL ON LINE revoltada com uma situação que vivenciou e que, apesar de não poder provar, decidiu divulgar para servir de alerta para que outras pessoas não caiam no golpe, que segundo ela é a retirada de ouro por parte de alguns joalheiros, de peças que são levadas para manutenção.
 
A mulher, que a cerca de um mês atrás levou sua aliança para apenas receber polimento, afirmou que meia hora depois de ter deixado a jóia com um profissional, já estranhou o peso.
 
“Quando coloquei minha aliança no dedo já questionei que havia algo de errado, porque ela sempre foi muito pesada” afirmou a mulher.
 
Apesar de ter se revoltado com a situação e até hoje não se conformar com a quantia de ouro que ela alega ter sido retirada da joia, a pecuarista não pode tomar providências judiciais, pois se esqueceu de pesar a aliança, que foi feita com a junção de outras peças que tinha e que ficou com peso considerável.
 
“Quero que minha experiência sirva pelo menos de exemplo para os vilhenenses, para que pesem suas joias, contem os elos das correntes ou meça o comprimento, e se possível tire foto das pedrarias antes de entregar na mão de alguns joalheiros, pois nunca me atentei que isso pudesse acontecer e o fato de não ter pesado antes de deixar para polir, impede que eu possa tomar providências para ressarcir o dano, mesmo eu tendo certeza de que ela esta mais fina e muito mais leve”, desabafou a pecuarista.
 
Diante das informações, a reportagem do site procurou Eliane Capra, dona de uma das joalherias mais conceituadas de Vilhena para dar seu parecer profissional sobre o assunto e, mesmo não acreditando que uma quantia de ouro que a cliente tenha sentido a diferença no peso possa ser retirada de uma jóia em tão pouco tempo, afirmou que a denúncia da mulher é válida, pois não somente os clientes precisam exigir a medição ou pesagem de suas peças, como também os proprietários de joalheiras devem adotar essa postura em comprometimento ao seu trabalho e para se respaldar de acusações como esta.
 
“Aqui não entra uma peça sem que seja pesada ou medida e cadastrada no CPF do cliente, para a emissão de uma etiqueta com todas as características da jóia, que é colocada na mesma embalagem, a fim de evitar enganos”, afirmou Eliane.
 
Eliane afirmou ainda que em uma jóia tudo pesa, inclusive a sujeira, por isso ela pode vir a perder em um polimento e limpeza, alguns miligramas, mas nada que possa levar o cliente a sentir diferença de peso.
 
Já com relação à retirada de pedras, Eliane afirmou ser totalmente inviável, pois cada jóia é feita sob medida para a lapidação da pedra e que dificilmente alguém terá outra de valor inferior na mesma proporção para substituir sem que seja notado, sem contar que a retirada acaba danificando a peça.
 
Por fim, a empresária afirmou que o mais provável que tenha ocorrido, caso realmente as alegações da cliente procedam, é que no local onde ela levou a aliança, tenha havido uma confusão do ourives, que por engano pode ter trocado a peça dela pela de outro cliente, mas também teria que ocorrer a infelicidade da numeração ser a mesma.