Nascido em Porto Velho, o pastor Genivaldo Florenços dos Santos começou a vida ministerial pregando na Igreja Wesleyana, mas ao  regressar, em 2002, da capital para Vilhena, onde já havia residido por seis anos, decidiu fundar a própria denominação. E assim nasceu a Igreja Metodista Unida, que mais tarde se fundiu à Missionária Unida, à qual incorporou seu rebanho e de quem adotou o nome.
Vocacionado para pastorear desde a juventude, o religioso conciliava a missão sacerdotal com o trabalho como motorista de alguns dos governadores de Rondônia, entre eles o vilhenense Ângelo Angelin, alçado ao posto por indicação.
Hoje, aos 57 anos, três filhose cinco netos, Genivaldo preside Ordem dos Ministros Evangélicos de Vilhena. Sempre convidado para eventos políticos, faz questão de delimitar o limite de sua função, deixando claro que orienta os fieis quanto à importância do voto, mas não aponta candidatos.
O líder protestante, cuja marca registrada é a fala macia e o bom humor, concedeu a seguinte entrevista à FOLHA:

FS: Na briga entre o bispo Edir Macedo e o apóstolo Valdemiro Santiago, quem tem razão?
Nenhum dos dois, pois esta briga tem interesses escusos. Não entro neste jogo e não fico do lado de nenhum deles.
FS: O Dia do Evangélico foi criado por deputados a pedido de alguns pastores. Por que o senhor é contra a homenagem?
Não sou contra a homenagem, sou contra o feriado. Poderia ser facultativo. Cada um escolhe se abre a porta do comércio ou não.
FS: O senhor acredita mesmo que o Congresso pretende criar uma lei que impede os pastores de pregarem contra o homossexualismo?
Que existem grandes interesse nessa discussão, não há dúvidas. Mas não creio que a lei seja aprovada, pelo o fato da bancada evangélica e católica estarem em alerta, além da pressão da família cristã brasileira sobre os nossos congressistas.
FS: Há igrejas que tem como carro-chefe os rituais de cura e exorcismo. Quantos por cento desses milagres são reais?
Reservo-me a não entrar nessa questão. São dois pesos e duas medidas.  Veja: onde tem o ser humano, há o certo e o errado. o justo e o injusto...
FS: O senhor acha justo exigir que fieis que mal têm condições de se alimentar sejam aconselhados a dar 10% do que ganham para as igrejas?
Olha, o dízimo é uma questão de fé. Não é quem ganha menos que sofre mais, quem ganha muito também sofre. Nenhum líder deve pressionar, somos livres. Se a pessoa tem fé suficiente, tenho certeza que não vai lhe fazer falta.... Ou acreditamos na Bíblia ou não.