Líderes da manifestação chegaram a emitir nota pedindo apoio
Durou apenas cinco dias e “morreu” por falta de união a manifestação dos caminhoneiros de Rondônia, que chegaram a paralisar as atividades tentando pressionar as empresas do agronegócio a melhorar o valor do frete pago pelo transporte de grãos.
O FOLHA DO SUL ON LINE divulgou uma nota na qual a categoria pediu apoio e revelou a situação dramática que está enfrentando com o valor do frete “achatado” e os custos subindo frequentemente, puxados pela alta do diesel (LEMBRE AQUI).
Porém, durante o protesto, alguns motoristas chegaram a atacar os caminhões de colegas, tentando força-los a aderir à paralisação (CONFIRA AQUI). O site também explicou que, concentrando metade de frota de caminhões pesados, Vilhena seria a cidade mais atingida pela crise no setor (VEJA AQUI).
NÃO DEU RESULTADO
Segundo um empresário do ramo, durante a “greve”, as “trades”, como são conhecidas as gigantes do agronegócio, teriam feito uma negociação com as grandes empresas frotistas, excluindo os autônomos e as firmas que possuem poucos caminhões. Há quem conteste essa informação.
Não foram divulgados os detalhes das negociações, mas o fato é que, após a reunião, os participantes passaram imediatamente a carregar grãos nestas grandes empresas. Com isso, os autônomos e pequenos transportadores também encerraram sua participação na manifestação.
Um outro autônomo entrevistado pelo site chegou a admitir que as empresas contratantes também deram “uma melhoradinha” no valor do frete para “os pequenos”, mas nada que minimize os prejuízos.
VAI MELHORAR, E DEPOIS VOLTAR À CRISE
Um dono de caminhão disse ao site que, entre fevereiro e maio do ano que vem, durante a próxima safra de soja, os motoristas autônomos e os pequenos frotistas vão conseguir ganhar um pouco de dinheiro, devido à demanda para fazer o transporte dos grãos. Mas ressalva: terão que trabalhar em dobro, fazendo várias viagens para compensar o aumento dos custos.
“Nesse período, aconselho os caminhoneiros a juntar dinheiro, porque depois vai voltar a mesma situação que estamos vivendo, com todo mundo trabalhando no vermelho. Muitos vão acabar parando de atuar no ramo”, prevê o entrevistado.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 17 de Dezembro de 2021, às 08:35