O vereador Pedro Panta (PRP), preso na manhã desta terça-feira (7), ocupará uma cela especial na Casa de Detenção de Vilhena. O motivo do “privilégio” é o fato dele ser policial militar.  Ele chegou a transitar pelos corredores da delegacia (como mostra a foto) antes de ser recolhido ao presídio.

Panta não foi algemado. Saiu da Câmara de Vereadores acompanhado por policiais, porém dirigindo o próprio carro. Segundo o delegado Ailton Cândido, a dispensa das algemas foi porque ele não esboçou qualquer reação no momento em que foi informado da prisão. Apenas disse que não entendia o motivo da operação. Ele responde desde abril a um processo que corre em segredo de justiça sob a acusação de reter parte dos salários de uma servidora.  

O parlamentar estava de terno, preparado para a sessão ordinária. Logo que chegou à delegacia, compareceu ao local o advogado Luiz Antônio Rocha. A mulher de Panta também permaneceu do lado de fora. O site www.folhadosulonline.com.br falou com o advogado do acusado, mas ele não quis se manifestar.

A Operação Parma envolveu 16 policiais civis e dois oficiais de justiça. Foram apreendidos computadores e documentos do gabinete de Panta; do presidente da Câmara, Carmozino Taxista (PSDC); dos setores administrativos, financeiros e de recursos humanos do Legislativo. Foi preciso uma caminhonete para transportar todo o material.

Em entrevista coletiva à imprensa, os delegados Ailton Cândido, Ítalo Osvaldo da Silva e Fábio Campos explicaram que de seis assessores de Panta ouvidos na delegacia, quatro confirmaram que o vereador lhes repassava apenas em torno de R$ 300 mensais, retendo o restante, mais de R$ 1,5 mil.

Para agravar, Pedro Panta também teria coagido e ameaçado testemunhas. A uma delas, ele teria dito que quando nervoso pode fazer coisas inesperadas e contou que um dia matou um cachorro enforcado.  

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FOTOS:  PANTA CAMINHA NO PÁTIO DA DELEGACIA PARA IR AO BANHEIRO; A VIATURA DA POLÍCIA CIVIL À PORTA DA CÂMARA; PARTE MATERIAL APREENDIDO NA CÂMARA PELA POLÍCIA; POLICIAIS CHEGANDO À DELEGACIA COM COMPUTADORES; OS DELEGADOS AILTON, ÍTALO E FÁBIO DURANTE A ENTREVISTA COLETIVA.