Imagens no aplicativo denunciam aglomerações; “tretas” incendeiam o Facebook
 
Enquanto grandes cidades de Rondônia enfrentam situações preocupantes, Vilhena, a quarta maior do Estadp, segue relativamente tranqüila quanto à pandemia de Covid-19: aqui, apenas um caso positivo da doença foi confirmado, mas, mesmo assim, a paciente de 31 anos já se curou e não transmite mais o vírus.
 
Já em Ji-Paraná, foram registradas mortes e há vários casos confirmados; em Ariquemes, os casos também aumentaram; Cacoal, onde fica um hospital que é referência no enfrentamento ao Coronavirus, convive com a apreensão; e Porto Velho, epicentro da epidemia, vem adotando medidas duras para frear o contágio e as mortes.
 
Porém, se do ponto de vista sanitário a maior cidade do Cone Sul respira aliviada, sua economia sofre o efeito de ações adotadas por autoridades para controlar a situação. As demissões no comércio, que precisou fechar as portas por um longo período, podem chegar em breve a milhares.
 
Mas, é nas redes sociais e em grupos no WhatsApp que as discussões esquentam, com denúncias, desabafos, acusações (quase todas sem provas) e  propostas para tentar minimizar o drama de quem viu sua renda reduzir: patrões sem faturamento e empregados sem salários.
 
É neste ambiente virtual que proliferam imagens, mostrando que as aglomerações de pessoas, mesmo em casos urgentes de necessidade, como a dos beneficiários do auxílio emergencial do governo federal, lotando a agência da Caixa, rendem memes e tretas (VEJA ABAIXO DO TEXTO).
 
São recorrentes nas seções de comentários dos sites e em páginas no Facebook, as críticas a pessoas que prejudicam o esforço dos comerciantes, ignorando distância, evitando máscaras e deixando de usar álcool em gel.
 
A prefeitura se esforça em manter a população informada, mas muitas vezes as “fake news” acabam levando a melhor e criando pânico. Em outros casos, a simples informação oficial é mal compreendida: exemplo é o texto enviado ontem à imprensa, dando conta de que dez novos leitos foram providenciados para atender possíveis pacientes que evoluam para casos graves em virtude da doença. Para alguns leitores, a ação teve como objetivo “assustar o povo” (CONFIRA AQUI).
 
E, assim, com posições extremadas sobre o assunto, a cidade vai tentando manter sua rotina, enquanto administra a necessidade que os empresários têm de voltar a faturar para manter empregos, e as recomendações das autoridades de saúde, preocupadas com o eventual aumento dos casos que levem ao colapso da rede pública.