Nas eleições deste domingo, dia 7, foi eleito um palhaço para vereador no município de Corumbiara. Wilmar José Cardoso, cujo nome artístico é “Bagunça”, recebeu 138 votos. Vitorioso nas urnas, não faltou quem o comparasse com o colega famoso que também se deu bem na política: o Tiririca, eleito deputado federal pelo PR em São Paulo.
Mas, segundo o FOLHA DO SUL ON LINE apurou, ao contrário do que o nome possa sugerir, a campanha do palhaço Bagunça não foi nem palhaçada nem bagunça. Wilmar Cardoso, na verdade, tem uma rede de contatos políticos formados ao longo de sua carreira artística e que muito lhe valeu nestas eleições.
Bagunça se apresentava em rodeios e exposições agropecuárias. Nessas andanças, fez amizades com senadores, deputados, prefeitos e vereadores. Filiou-se ao PPS e fez amizades políticas pelos quatro cantos do Estado. Hoje, morando em Vitória da União, um distrito de Corumbiara, Bagunça resolveu, ele mesmo, aventurar pelo mundo da política. E se deu bem.
A coligação pela qual Bagunça se candidatou era encabeçada pelo candidato a prefeito Chico Portela (PPS), que perdeu as eleições para Deocleciano Dizal (PTB). Segundo informações levantadas pela reportagem, o palhaço usou de sua arte mais eficiente para angariar votos: a retórica. Bagunça dizia o que as pessoas queriam ouvir, fazia uma variada gama de promessas (prometeu até ponte) e usava de seu carisma artístico para fazer sua maior mágica: transformar admiração em votos. Deu certo.
Agora, ao invés de uma arena, Bagunça terá a Câmara Municipal para exercer suas habilidades. Mas, como já andam dizendo em Corumbiara, que lá o palhaço vai encontrar fortes concorrentes, tanto na política quanto na arte circense.