Por sugestão de um leitor, o FOLHA DO SUL ON LINE foi investigar e não teve muito trabalho para constatar: enquanto empresas tradicionais enfrentam um período vendas fracas, o comércio do sexo vai de vento em popa na cidade de Vilhena. E, graças à tecnologia, quem tem algum fetiche sexual nem precisa sair de casa para encontrar meios de realizar suas fantasias.
Através das salas de bate-papo do Uol, onde dezenas de vilhenenses “se encontram” no mundo virtual, pode-se observar farta variedade de opções sexuais, incluindo algumas bastante bizarras. É possível achar desde gays tentando contratar parceiros, até mulheres casadas que se oferecem para programas.
Um repórter do site, se passando por interessado no serviço, anunciou numa das salas: “Procuro garotas $”. Em questão de segundos, pelo menos oito moças se apresentaram, cobrando cachês que variam de R$ 100 a R$ 300. Também apareceram homens oferecendo as próprias esposas, que fariam o programa com eles assistindo o ato. Preço mínimo deste serviço: R$ 150.
Mesmo as profissionais que atuam na cidade e não escondem o ofício, passam praticamente o dia inteiro na web. Tanto elas quando as “amadoras” conversam e trocam informações por ali, mas o contato para formalizar o encontro é feito através do Whatsapp. No caso do famoso swing (troca de casais) também bastante comum, não há exigência de pagamentos e os participantes (mais de dez) anunciam que querem apenas “se divertir”.
E que ninguém se engane: vender o corpo não é coisa de quem não tem outra fonte de renda. Na quinta-feira da semana passada, um empresário local, em conversa com a reportagem, admitiu ter feito programa com uma garota que tem curso superior e exerce uma das profissões mais valorizadas do Cone Sul. Apesar do bom salário, a jovem, cuja foto vem circulando entre amigos do cliente que usou seus serviços, fatura o dobro fazendo de quatro a cinco “michês” por semana.
A volúpia de homens e mulheres, cada vez mais desinibidos não apenas para fazer, mas também para relatar suas experiências entre quatro paredes, contrasta com a histórica religiosidade dos vilhenenses. E movimenta somas absurdas todos os dias, principalmente nos horários em que os parceiros dos envolvidos comprometidos deveriam estar trabalhando.