Diversas informações sobre a TelexFree, empresa que ganhou a simpatia de uns e a desconfiança de outros na região sul de Rondônia, foram tratadas, tanto neste site quanto na versão impressa. Em todas as reportagens que fizemos do assunto decidimos ouvir todos os lados.
Agora, algum tempo depois da euforia inicial e de reações diversas das matérias que fizemos, voltamos a falar com algumas pessoas que tinham investido dinheiro na TelexFree. A nossa surpresa foi que tais investidores (que não serão identificados aqui) continuam animados com a empresa.
Como também já foi noticiado, vários órgãos de justiça levantaram processos investigativos contra investidores da empresa, mas pouca coisa real e palpável foi divulgado sobre a legalidade ou não da TelexFree até agora. A desconfiança é de que a empresa funcionava no esquema de pirâmide financeira.
O empreendimento chegou a ser chamado de "telexfrito" ou "telexfria", nas piadas inventadas por populares que não tiveram coragem de investir.
Enquanto isso, os investidores do Cone Sul acreditam na empresa, investem bons capitais nela e divulga o negócio até mesmo em seus carros adesivados com o logotipo do negócio.
Agora, alguns meses depois das matérias, vários investidores ouvidos pelo site afirmam que tiveram retorno de seus investimentos. Um homem em Cerejeiras diz que investiu R$ 30 mil e recebeu R$ 32 mil quatro meses depois. “Agora recebo uns R$ 8 mil por mês e o que vier é lucro”, diz.
Uma dona de casa, também de Cerejeiras, diz que não tinha investido nada, apenas foi cadastrada pelo genro. Hoje, segundo ela, recebe cerca de R$ 800 mensais da empresa.
Um farmacêutico, também cerejeirense, investiu R$ 18 mil, mas diz que até agora (tem dois meses) não recebeu retorno. “Se eu recuperar o que investi já está bom demais”, diz, consolando a si mesmo diante dos resultados que considera imprevisíveis.
Já outros investiram depois e recebem menos, embora já tenham recuperado o dinheiro que investiram, segundo depoimento dos investidores ouvidos pela reportagem.
Há também os que investiram e não conseguiram o dinheiro de volta ainda. Um aposentado em Cerejeiras diz que investiu R$ 40 mil há algum tempo, mas só tinha recebido R$ 20 mil até agora.
O site encontrou também mais dois tipos de pessoas que não investiram. Aqueles que não são investidores porque ainda não acreditam na lucratividade e sustentabilidade do negócio. “Quem entrou primeiro ganha mesmo, mas e quem entra agora”, pergunta um cabeleireiro cerejeirense.
E é possível encontrar também os que não investiram por que não têm dinheiro. “Ah, se eu tivesse uns R$ 20 mil hoje eu iria investir também”, diz um cidadão também de Cerejeiras.