Maria Célia do Amaral tem 45 anos e precisa urgente de um cirurgião vascular
 
Em prantos, a autônoma Maria Célia do Amaral, que foi transferida hoje da UPA, onde estava internada desde domingo, 11, para o Hospital Regional de Vilhena, entrou em contato com o FOLHA DO SUL ON LINE nesta quarta-feira, 14, e fez um apelo comovente: “não me deixem morrer”.
 
Cozinheira que ajuda a sustentar a família com a renda das marmitas que prepara, mesmo sem uma das pernas, a moradora do bairro Cristo Rei chegou a gravar, durante sua passagem pela UPA, um vídeo no qual pede orações (CLIQUE ABAIXO e assista).
 

 
A luta de Maria Célia contra a trombose teve seu lance mais dramático em 2023. A entrevistada conta que, naquela época, ao buscar atendimento na UPA de Vilhena, os médicos que a atenderam teriam avaliado que as fortes dores que ela sentia eram causadas por “hérnia de disco ou bico de papagaio”.
 
Um exame particular que ela pagou levou ao diagnóstico correto: uma trombose no abdome. Com isso, a pequena comerciante foi transferida para a cidade de Cacoal, alternando-se por 11 dias nas UTIs dos hospitais Heuro e Regional. A descoberta tardia do problema obrigou os médicos a amputarem a perna da vilhenense.
 
Novamente enfrentando a trombose, que pode matá-la a qualquer momento, caso alguma das veias de seu coração seja “trancada”, a paciente implora: “na rede pública de Vilhena não tem médico vascular, mas no hospital Cooperar, que é particular, tem. Por favor, autoridades, salvem a minha vida”
 
Apesar da aflição que vive, a cozinheira fez questão de ressaltar que está sendo bem atendida tanto na UPA quanto no HRV. “Minha única queixa é a falta do médico vascular”, finaliza.