Não teve jeito: o jornalista Paulo Mendes teve que pedir à justiça o seqüestro de dinheiro nas contas da prefeitura de Vilhena para receber direitos trabalhistas pendentes desde 2012. O município simplesmente descumpriu a ordem judicial que dava um prazo de 60 dias para que o pagamento fosse feito ao comunicador.
Mendes era secretário-adjunto de Comunicação do município até 2012, quando resolveu pedir exoneração para trabalhar na campanha do deputado Luizinho Goebel (PV), que enfrentaria o prefeito Zé Rover (PP), candidato à reeleição naquele pleito.
Na época que entregou o cargo, o jornalista calculou os valores da rescisão e esperou cinco meses para que o montante de R$ 6.600,00 (na época) fosse quitado amigavelmente. Após perceber que não haveria acordo, o credor ajuizou ação judicial.
A decisão sobre o caso saiu em novembro do ano passado, quando o a Justiça estipulou a data-limite para o município cumprir a sentença. O prazo venceu no dia 17 de janeiro e, como não foi feito o pagamento, Paulo voltou a acionar o Judiciário.
No novo pedido formulado, o jornalista pede que o dinheiro seja “confiscado” diretamente de contas bancárias da prefeitura. Ele diz não ter dúvidas de que tanta morosidade para lhe conceder um direito não passa de retaliação. “Já pagaram as rescisões de centenas de portariados, que inclusive foram recontratados e me deixaram para trás. O nome disso é mesquinharia!”, irrita-se.