Uma mulher, com as iniciais E. A. S., de 28 anos, foi presa na tarde de ontem, acusada de torturar um bebê de um ano e um mês de idade em Cerejeiras. A denúncia que levou à prisão da mulher foi feita através de um telefonema anônimo ao Conselho Tutelar do município na manhã de ontem, terça-feira, 5.
A princípio, as conselheiras tutelares receberam a denúncia de que uma senhora tinha dado um soco na boca de uma criança. “Quando fomos averiguar, vimos que o caso era muito mais grave”, afirma a conselheira Angélica Aparecida de Abreu.
Foi a partir desta denúncia que as conselheiras acionaram a Polícia Militar. Em poucos instantes, a viatura da PM chegou ao local e a acusada foi presa sem reagir.
A mulher apontada como autora da violência contra o bebê está detida, por prisão preventiva, na delegacia da Polícia Civil de Cerejeiras, que está cuidando do andamento do caso.
De acordo com o inquérito que está sendo montado sobre o caso, o bebê vinha sofrendo maus tratos há um bom tempo. “Não sabemos o quanto tempo exato, mas pode ser há meses”, diz o delegado que está à frente do caso, Giuliano Ricardo Lopes.
O bebê, que está internado no Hospital São Lucas, tem fortes hematomas pelo corpo, incluindo queimaduras no lado esquerdo da cabeça, braço e tronco. Ainda de acordo com o delegado cerejeirense, o quadro clínico da criança é considerado grave.
As conselheiras tutelares de Cerejeiras disseram que, quando foram chamadas para verificar o teor da denúncia, perceberam que o caso era mais grave que um simples mau-trato. Foi neste momento elas encaminharam o caso à Polícia Militar do município.
Além disso, as conselheiras tutelares cerejeirenses relataram o provável crime ao Ministério Público para que seja decidida a questão da guarda do bebê.
De acordo com o delegado Giuliano Lopes, a mãe acusada não demonstrou nenhum arrependimento pelos atos cometidos contra o bebê. “Ela disse que era nervosa assim mesmo. A única vez que ficou preocupada foi quando eu disse que a pena dela seria muito alta”, afirmou o delegado.
Ainda de acordo com o delegado que está a frente do caso, o crime se enquadra no Código Penal como tortura de indefeso, podendo resultar numa pena que pode ultrapassar de 16 anos de prisão.
No momento, o correspondente do FOLHA DO SUL ON LINE em Cerejeiras, Rildo Costa, tenta obter junto ao Conselho Tutelar, cópias das fotos do bebê machucado. O repórter já se comprometeu em não revelar a identidade da vítima, mas quer mostrar o resultado da brutalidade tão logo as imagens sejam liberadas. Mais detalhes sobre a monstruosidade, bem como as fotografias do bebê, podem ser revelados a qualquer momento.