Novo líder religioso vindo do Marrocos acaba de chegar à cidade
Milhares de muçulmanos, em todo o mundo, comemoram entre os dias 23 de abril e 23 de maio, o Ramadã, o mês de jejum e orações no calendário religioso islâmico. No atual contexto de pandemia da Covid-19, a maioria dos países muçulmanos abriu mão das reuniões públicas e fechou mesquitas.
Em Vilhena, a comunidade muçulmana, que segundo o empresário Omar Faris, tem cerca de 30 pessoas, segue com as orações na mesquita local, tomando todos os cuidados de distanciamento social. “Como somos poucos, conseguimos manter uma distância segura”, disse.
Além de jejum e orações, o período do Ramadã, segundo Faris, é também período de misericórdia, do perdão, da paciência, da compaixão e da caridade com o próximo, principalmente aqueles mais necessitados. E, pensando nestes preceitos, a comunidade muçulmana irá doar cestas bascas a famílias necessitadas de Vilhena.
De acordo com Faris, serão entregues 100 cestas básicas. As doações serão feitas nos próximos dias. “Este ano, com essa situação de pandemia, é ainda mais necessário que tenhamos uma postura de fraternidade e ajudar a quem precisa”, pontuou Faris.
Palavras que foram reforçadas pelo novo líder religioso da comunidade muçulmana em Vilhena, o marroquino Omar Yousfi, que chegou ao Brasil há três meses e ainda não fala a língua portuguesa.
Com a ajuda de Faris na tradução, a reportagem conversou com o líder religioso, que afirmou que já tinha algumas informações sobre o Brasil, porque seu pai passou algum tempo por aqui e contou sobre a receptividade dos brasileiros. O que, segundo ele, pode confirmar ao chegar aqui.
Autor:
Rogério Perucci
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 16 de Maio de 2020, às 11:04