“Utilização de nome pelo qual o interessado não é efetivamente conhecido possui aptidão para induzir o eleitorado a erro”
 
“Nome novo” na política de Rondônia, onde se apresenta como “amigo de Bolsonaro”, o pecuarista Bruno Scheid, de Ji-Paraná, um dos poucos autorizados a visitar o ex-presidente na cadeia, pode sofrer um revés na Justiça Eleitoral, após a apresentação de recurso do Procurador Regional Auxiliar, Leonardo Gomes Lins Pastl.
 
O representante do MPF quer impedir que o empresário, pré-candidato a senador pelo Estado este ano, continue se apresentando com o nome de “Bruno Bolsonaro Scheid”, mesmo sem ter qualquer parentesco com o ex-presidente.
 
Numa disputa acirrada com outros concorrentes de peso ao mesmo cargo, o estreante tinha na ligação pessoal com o aliado, uma de suas principais armas para conquistar apoio em um Estado de maioria conservadora,  onde Bolsonaro recebeu, em 2024, 64,36% dos votos no primeiro turno, e o candidata petista, Luiz Inácio Lula da Silva, ficou com 28,98%, enquanto a candidata do MDB, Simone Tebet, recebeu 3,46%.
 
“Assim, observa-se que a divulgação de pretensa candidatura (art. 36-A da Lei nº 9.504/97) mediante utilização de nome pelo qual o interessado não é efetivamente conhecido possui aptidão para induzir o eleitorado a erro e, conforme já apontado, configura desinformação e fraude à legislação eleitoral. Tratando-se de conduta direcionada às Eleições 2026, mostra-se legítima a atuação do poder de polícia para fazer cessar a prática irregular”, diz um trecho da petição endereçada Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Rondônia (TRE/RO).
 
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