O motorista Edson Borges Medeiros perdeu uma vaga no último concurso público realizado pela Prefeitura de Cerejeiras porque estava renovando a habilitação exatamente na mesma época dos testes previstos no edital. Apesar de parecer um caso simples, a questão foi parar na justiça.
A habilitação do motorista estava vencida havia quase 20 anos. Quando ficou sabendo do concurso na prefeitura no meio deste ano, Edson procurou renová-la e se inscreveu como candidato a motorista de ambulância. O motorista prestou as provas teóricas do concurso e ficou em 1º lugar. No dia dos testes práticos, a habilitação renovada do motorista ainda não tinha chegado. Edson apresentou, então, um protocolo do despachante. Mas o orientador dos testes não aceitou o documento.
O documento de habilitação do motorista demorou chegar porque a habilitação antiga, por ser do tempo do documento de papel sem foto, teve de ir até Brasília primeiro.
A questão foi parar na justiça. Edson contratou um advogado e deu entrada no Fórum de Cerejeiras.
Tempos depois, a juíza Roberta Cristina divulgou seu decisão sobre o caso. Na interpretação da magistrada, Edson não teria direito à vaga porque não teve a preocupação de renovar a habilitação a tempo, deixando-a sem renovação por quase duas décadas.
Evidentemente, o motorista discorda na decisão da juíza e apresenta sua interpretação. “Eu não renovei antes porque não tinha veículo. A lei só exige renovar habilitação se você estiver no volante. Minha carteira estava vencida, mas eu não estava no volante”.
Edson diz que não sabe se o advogado dele vai ou não recorrer da decisão, mas garante que não está muito preocupado. “Acho que eu seria um bom profissional na prefeitura, mas se entendem que não posso assumir, que assim seja”.
Autor:
Rildo Costa
Fonte:
FS
Publicado em 04 de Dezembro de 2012, às 11:43