“Meu maior medo é do trânsito de Vilhena, que é muito caótico”, brinca
 
Aos 42 anos, quase quatro deles trabalhando como motorista de aplicativo, a vilhenense Eliane Oliveira revelou ao FOLHA DO SUL ON LINE o que a fez trocar a função de auxiliar administrativo, com passagens por algumas das grandes empresas da cidade, por uma rotina tão diferente.
 
Além da vantagem de fazer seus próprios horários, Eliane garante que tem uma renda maior na nova profissão. Ela diz que chega a fazer, em média, 30 corridas por dia e conta que não teme os perigos que enfrenta, já que mantém estratégias para garantir sua segurança. “Meu maior medo é do trânsito de Vilhena, que é muito caótico”, brinca.
 
A motorista revela que já teve colega chamado para uma corrida e que acabou sequestrado, mas isso aconteceu porque resolveu atender um cliente que não conhecia. Eliane trabalha em uma plataforma desenvolvida em Rondônia (que atua em todo o Estado e também em Cuiabá-MT) e que conta, só em Vilhena, com cerca de 300 motoristas.
 
A “Uber” relatou ao site uma situação inusitada que viveu algum tempo atrás, quando foi acionada por uma mulher que estava se separando e saindo de casa. O marido não aceitava o fim do relacionamento e acabou subindo no para-brisa de seu carro para impedir a partida da companheira.
 
A entrevistada disse que, neste dia precisou mobilizar os colegas, que foram ao local da “treta conjugal” para socorrê-la. Ela diz que, sob pressão do marido, a mulher acabou desistindo de sair de casa.
 
Com seu carro cuidadosamente decorado com detalhes rosa, a “Barbie Motorista” diz que evita trabalhar durante a madrugada, quando as bebedeiras e drogas acabam produzindo clientes mais propensos a atos de violência.