Marcos Gudim de Souza, o “Marquinhos Bacana”, foi a óbito ontem no Hospital Regional
Faleceu ontem, no Hospital Regional de Vilhena, aos 56 anos (faria 57 no mês que vem), o ex-vereador Marcos Gudim de Souza. Ele estava internado desde o mês passado, após sofrer mais um AVC em casa. Enfrentava graves problemas de fala e de mobilidade após os “derrames”.
Ex-vendedor de picolés e ex Guarda-Mirim que se consagrou, ainda jovem, como um dos maiores comerciantes de carros da cidade, Bacana enfrentou uma série de reveses enquanto exercia seu único mandato parlamentar, entre os anos de 1997 e 2000.
Segundo mais votado na eleição de 1996, quando chegou ao cargo pelo PDT, com 505 sufrágios, Bacana, nascido em Barra do Bugres (MT), veio com os pais em Vilhena em 1975, quando tinha apenas 6 anos.
Segundo descreve em seu livro “Tribuna Livre”, no qual conta a história da Câmara de Vereadores de Vilhena, o escritor Júlio Olivar revela que, na década de 1990, Gudim “colaborou do movimento de sem-teto em ocupações nos arrabaldes da cidade, cobrando a legalização de terrenos do bairro Bela Vista; nome que Marquinhos colocou, embora alguns ocupantes na época quisessem batizá-lo como Bairro Marquinhos”
Olivar ainda revela, em sua obra, que “Bacana tinha projeção para se consolidar na política, mas acabou prejudicado porque foi detido no final de 2000, sendo 47 dias preso na carceragem da Polícia Federal – depois do mandato, ainda foi levado para Porto Velho e também ficou preso também na Casa de Detenção de Vilhena. Sob denúncia formalizada pelo Ministério Público, acabou detido por um caso que, até hoje, ele nega ter havido: o consumo de cocaína e abuso sexual (por outras pessoas) envolvendo menores de idade em sua casa, denúncias de dois anos e quatro meses antes de ele ser preso”
“Fui preso sem provas comprobatórias”, garante. O vereador chegou a frequentar as últimas seis reuniões da Câmara Municipal, encerrando o seu mandato, conduzido em camburão e escoltado pela Polícia Militar, que só lhe retirava as algemas na entrada da Casa. Cumpriu sua pena, e decidiu concluir um curso de Direito, em 2010, no Centro Universitário Luterano de Ji-Paraná. Não voltou mais à política.
O corpo dele será velado a partir das 8:00h desta segunda-feira, 16, na Capela Mortuária e sepultado às 16:00h.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 16 de Março de 2026, às 05:52