Um ilustre cerejeirense foi entrevistado neste fim de semana pelo repórter de uma mídia de alcance nacional. O morador de Cerejeiras Roberto Bettini, empresário do setor artístico e de construção de manilhas, foi o intérprete do personagem “Dengue da Xuxa” na década de 1980.


O portal de notícias do MSN Brasil, na editoria Famosidades, quis saber por onde andava aquele personagem engraçado do programa Xow da Xuxa (assim mesmo, Xou com “x”) da década de 1980. O personagem foi encontrado em Cerejeiras, onde mora e é, inclusive, conhecido no município como Dengue da Xuxa ainda hoje.


Roberto Bettini disse ao site MSN que gosta de morar em Cerejeiras, onde “a qualidade de vida é muito boa”. Disse mais: “Aqui posso criar meus filhos com tranquilidade e segurança”, argumentou o artista, que aparecia na TV envergando um traje de mosquito.


Também em entrevista ao portal MSN, o ilustre morador de Cerejeiras disse que até hoje atua no ramo de shows. “Tenho uma empresa que realiza eventos aqui na região”, disse Bettini.

 

Leia abaixo um trecho da reportagem na qual o ex-Dengue da Xuxa explica porque decidiu se mudar para Cerejeiras:

 

Roberto Bettini se despediu de Dengue, nas telinhas, no final de Xou da Xuxa, em dezembro de 1992. “Depois que o Xou da Xuxa terminou, tentaram me colocar em outro personagem, mas eu não quis porque o Dengue era muito forte e era um personagem que já estava pronto”, contou.


Se no Brasil Dengue era considerado um coadjuvante sem muito destaque, na Argentina, o personagem era muito querido. “Ele [Dengue] fez muito sucesso lá fora, na Argentina e na Espanha, principalmente. Demos início ao projeto El Arca Del Dengue em Buenos Aires, mas o projeto não vingou porque a Argentina quebrou por causa da crise econômica”, afirmou ele, que chegou até a gravar discos com a Sony Music.


Com o fim do personagem na TV, Bettini mudou-se do Rio de Janeiro para a pequena cidade de Cerejeiras, Rondônia. Atualmente com 49 anos, ele contou que a mudança foi por conta da pressão de uma cidade grande como a capital fluminense: “Minha família sempre morou em Cerejeiras durante 25 anos. Não estava mais aguentando a loucura do Rio de Janeiro. Eu viajava para o Rio e São Paulo o tempo todo”.