A situação no final da rua 1504 é no mínimo crítica. Para chegar às suas casas, moradores estão tendo que transitar pela rua dos fundos e passar por dentro dos terrenos vizinhos por que a frente de suas residências está tomada por uma valeta profunda.
A falta de um sistema de escoamento das águas das chuvas faz com que as enxurradas causem erosão no solo. No caso específico daquela localidade, tem um agravante: o terreno é caído e a enxurrada é formada pelas águas que vêm desde a avenida Melvin Jones.
A 1504 fica nas proximidades de um imenso buraco localizado no final da avenida Curitiba, no bairro Marcos Freire, onde a prefeitura e empresas privadas vêm depositando entulhos há anos.
A cratera fica dentro de um loteamento recente, o Parque Cidade Jardim I, um empreendimento realizado pela Construtora Morena com venda pela corretora Dom Imóveis, que a julgar pelo abandono daquela rua, bem como de outras do loteamento, as empresas envolvidas parecem não terem preocupação em oferecer o mínimo de infraestrutura aos seus clientes.
Segundo o borracheiro Leandro Silva Feitosa, 21 anos, morador da rua, o procurador das empresas responsáveis pelo loteamento, conhecido como Domingues, disse que não será mais investido nenhum dinheiro no local e que a responsabilidade da manutenção das ruas é da prefeitura.
O www.folhadosulonline.com.br tentou entrar em contato com Domingues, mas foi informado de que ele está de férias em Umuarama (PR).
Enquanto isso, os moradores do loteamento ficam sem saber a quem recorrer, se à prefeitura ou à imobiliária. De acordo com Leandro, a prefeitura se recusa a fazer a manutenção das vias do loteamento, alegando se tratar de um empreendimento privado.
No meio desse embate, é interessante frisar que os perdedores estão sendo os moradores que pagaram ou ainda estão pagando caro pelo sonho de ter um imóvel onde construir a casa própria, e ainda são tolhidos do direito constitucional de ir e vir.
Enquanto isso, as empresas responsáveis pelo Parque Cidade Jardim I já lançaram no mercado imobiliário a venda de lotes do Parque Cidade Jardim II. Ou seja, já estão sendo vendidos novos terrenos na mesma “Rua do Buraco”, com infraestrutura inadequada.