A limpeza das ruas do bairro Cristo Rei que começaram na semana passada, foi interrompida, segundo moradores, por causa das chuvas. Mas, essa interrupção deixou as ruas 1507 e 737, praticamente intrafegáveis, pois a maquina da Secretaria de Obras empurrou para o meio das vias os entulhos que foram amontoados nas laterais das ruas pelos moradores do bairro.

 

Segundo os moradores, na semana passada, a Secretaria Municipal de Obras teria pedido, por intermédio de anúncio no rádio, que eles retirassem os entulhos dos quintais, pois as máquinas passariam recolhendo o material e fazendo limpeza das vias.   

 

As pessoas se mobilizaram, cortaram os galhos das árvores e fizeram a limpeza dos quintais, depositando os entulhos nas margens das ruas, conforme a solicitação oficial.

 

De acordo com residentes do local, na sexta-feira (26), uma máquina da Secretaria de Obras passou pelas ruas 1507 e 737 jogando para o centro das vias todo o lixo que estava nas margens das ruas.

 

Até aí tudo bem, a limpeza das ruas é sempre feita assim: primeiro vem uma máquina que joga tudo para meio da rua, depois uma carregadeira, acompanhada de um caminhão-caçamba recolhe todo o entulho.

 

Mas, segundo Lucinéia Pereira Cardoso, de 23 anos, moradora da rua 1507, a máquina abandonou o local na sexta-feira e não voltou mais. O motivo da paralisação dos trabalhos, segundo a moradora, teria sido a chuva.

 

Lucinéia disse que agora, não é somente o problema do lixo, mas a insegurança também aumentou, visto que os entulhos na rua podem esconder pessoas mal intencionadas. “Eu tenho medo de chegar à noite em casa sozinha. Vai que tem alguém escondido atrás de algum desses montes de lixo...,” disse.

 

O fato é que em todas as ruas e avenidas do Cristo Rei, há entulhos que a população, atendendo o apelo da Secretaria de Obras, depositou nas frentes de suas casas na expectativa que a prefeitura cumprisse o que foi prometido: a retirada do material.

 

“É uma vergonha, queremos que o prefeito tome providencias imediatas. Como se não bastasse a descriminação que nós que moramos no Cristo Rei já sofremos no dia-a-dia, agora ainda mais essa. Já imaginou se chega alguém de outra cidade para nos visitar e vê as ruas assim?,” indagou Lucinéia.