Já está fazendo praticamente um mês que a frente do hospital municipal São Lucas, em Cerejeiras, está interditada. A interdição, ocorrida no final do ano passado, foi feita pelo Corpo de Bombeiros do município.
O diretor do hospital, João Dantas, que assumiu o órgão no dia 1º de janeiro deste ano, afirmou ao FOLHA DO SUL ON LINE que a interdição não foi feita por um engenheiro profissional, mas pelos homens dos Corpos de Bombeiros. “Não foi feito um laudo sobre isso. Eles apenas interditaram por causa de umas rachaduras que apareceram em cima das colunas da entrada do hospital”, disse o gestor.
Ainda de acordo com João Dantas, a interdição ocorreu por causa de uma denúncia feita por um cidadão não identificado. “Alguém ligou anonimamente para os Bombeiros e eles vieram e interditaram a frente do hospital”, disse o diretor, numa entrevista a este site há uma semana.
O diretor da unidade diz ainda que a interdição é só na parte da frente do prédio do órgão e não compromete os atendimentos no interior do imóvel. “Quero deixar uma coisa bem clara aqui: o hospital não está interditado. É só a parte da frente que está. As pessoas que chegam são atendidas pela porta lateral”, diz o enfermeiro que foi escolhido para comandar o hospital de Cerejeiras.
Ainda sobre os atendimentos, João Dantas afirma que até mesmo as cesárias estão sendo realizadas no hospital. “Os atendimentos estão sendo feitos. Temos cinco ou seis médicos atendendo direto, fazemos os partos normais e cesarianas e atendemos na emergência”, explica.
Sobre a liberação da frente do hospital, o diretor afirma que está aguardando o engenheiro que deve ser fazer um laudo a respeito. Até o momento, área interditada está isolada por uma faixa amarela envolta nas colunas e com um documento anunciando a medida.
Apenas para lembrar o leitor, o hospital em questão passou por uma reforma no ano passado. Mas o serviço se resumiu a uma pintura do lado de dentro e uma parte do lado de fora.