No entanto, algumas medidas quanto a filas, máscaras e espaço ocupado serão adotadas
O FOLHA DO SUL ON LINE acaba de confirmar que praticamente nada muda em Vilhena, após um juiz federal de Porto Velho conceder liminar suspendendo a flexibilização do comércio em Rondônia, determinada pelo Governo do Estado.
O comitê criado na cidade para enfrentar a pandemia de Covid-19 se reuniu hoje e entendeu que, do ponto de vista jurídico, a prefeitura de Vilhena está amparada para manter aberto praticamente todo o comércio, com raras exceções. Atualmente, apenas o funcionamento de casas noturnas e a realização de eventos que aglomerem pessoas estão proibidos.
O decreto com as novas regras só será publicado amanhã, e prevê, entre outras mudanças, um número menor de pessoas nos estabelecimentos comerciais: antes, era permitido um cliente a cada 10 metros quadrados; agora é um por 20 metros quadrados. Também serão adotadas medidas para garantir maior espaçamento nas filas e cobrança mais efetiva quanto ao uso de máscaras.
Praticamente nada muda em relação ao funcionamento do comércio em Vilhena porque a cidade criou uma lei municipal específica, baseada numa decisão do STF que autorizou a prefeitura a regulamentar a questão.
Para que empresas voltem a ser fechadas, segundo a lei em vigor, é preciso que 80% dos leitos destinados a pacientes da Covid-19 estejam ocupados. São 26 leitos para internação e outros 9 de UTI. No momento, dos seis pacientes diagnosticados com a doença, apenas um está internado. Outro já se curou, o restante apresenta sintomas leves, estão isolados em casa e acompanhados diariamente pela Secretaria Municipal de Saúde.
O prefeito Eduardo Japonês (PV), admite que a situação está controlada, mas avisa: como a propagação do vírus é rápida, todo cuidado é pouco. Segundo ele, se a população continuar colaborando, não será preciso impor medidas mais duras, “como o fechamento de empresas para preservar vidas”.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 04 de Maio de 2020, às 21:24