Polícia Militar foi acionada duas vezes após revolta na fila da imunização
O FOLHA DO SUL ON LINE entrevistou, na tarde desta segunda-feira, 30, a enfermeira Jaqueline Monte Stevanato, responsável pela equipe que aplica vacinas contra a Covid-19 na faculdade FIMCA, em Vilhena. Alunos do curso de enfermagem da própria instituição superior de ensino também atuam como voluntários na imunização.
Segundo a entrevistada, por volta das 11:20h de hoje, a equipe fez o cálculo número de pessoas na fila e emitiu 120 fichas a mais para atender quem aguardava a dose. A última pessoa da fila recebeu uma dessas fichas e a própria Jaqueline ficou no local, a fim de orientar quem chegasse depois.
O trabalho das imunizadoras vai das 8:00h até as 12:00h e, diariamente, cerca de 800 pessoas são vacinadas. Algumas, no entanto, chegaram antes, umas até de madrugada. Na fila, havia uma mulher que veio de uma fazenda a 70 km da cidade, trazendo o filho de moto.
Em dado momento da espera, uma mulher que se identificou como professora, começou a instigar outros pais e a se queixar da suspensão da distribuição de fichas, alegando que receber a vacina era um direito dela. A mulher também ameaçou ligar para a prefeito Eduardo Japonês (PV).
Diante da hostilidade das pessoas que, mesmo recebendo as informações de que o atendimento seria encerrado, Jaqueline ligou para a Polícia Militar, que enviou uma guarnição ao local. Os policiais explicaram que não havia como obrigar as pessoas a irem embora.
A enfermeira voltou para dentro das instalações da faculdade para ajudar a acalmar um menino de 12 anos, que teria “surtado” por medo de tomar a vacina. O garoto corria e gritava, obrigando a equipe a suspender a imunização das sete pessoas que ainda estavam sendo atendidas.
Neste momento, a tal professora e outras mães invadiram a faculdade e, com o perigo de haver depredação, uma funcionária da instituição pediu que elas saíssem, mas as mulheres se negaram. Elas só deixaram o local quando foi anunciado que a PM seria acionada novamente.
No meio do tumulto, uma criança jogou álcool no rosto de uma digitadora, que poderia ter tido a retina queimada pelo líquido. Tanto esse ataque quando a invasão foram filmadas por câmeras internas.
Amanhã, conforme já estava planejado, não haverá vacinação na FIMCA. A enfermeira orienta as pessoas a acompanharem a divulgação do calendário de imunizações feito pela prefeitura, para saber quando poderão tomar a primeira e a segunda doses.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 30 de Agosto de 2021, às 14:53