Num dos casos, vítima teve conta bancária movimentada
Mais três pessoas procuraram a Unidade Integrada de Segurança Pública (Unisp), para registrar golpes dos quais foram vítimas em Vilhena. Os crimes de estelionatos passaram a se tornar frequentes nos Boletins de Ocorrências, e atingem pessoas de diferentes classes e idades.
No primeiro caso, registrado na terça-feira, 13, um veterinário e um motorista registraram que, em 24 de junho deste ano, uma pessoa desconhecida entrou em contato com ambos. Primeiro, ligou ao veterinário, disse ser o motorista e que havia trocado de número. O autor do golpe solicitou que fosse enviado o número antigo da vítima pela qual ele se passava, questionou sobre o pagamento de aluguel e pediu o nome da mãe do veterinário, para que fosse feito um depósito de R$ 870.
Já com o número da segunda vítima, um motorista de 52 anos, o estelionatário entrou em contato, se passou pelo veterinário e informou um número de uma conta para solicitar o depósito. Foram duas contas passadas, e só na segunda o pagamento deu certo.
A pessoa tentou negociar mais um mês de aluguel, e ofereceu até desconto se assim fosse feito. O golpista também tentou negociar um imóvel pelo valor de R$ 10 mil reais de entrada, e disse que o valor poderia ser pago em depósito.
Porém, o motorista desconfiou que se tratava de um golpe e parou de conversar com a pessoa.
Já o segundo crime, também registrado no dia 13, a vítima disse que recebeu em sua conta, no dia anterior, um valor referente a venda de um veículo. Porém, ao consultar seu saldo, viu que havia várias transações de débito. Em contato com sua agência bancária, o gerente informou que já havia feito o bloqueio para evitar fraudes.
A vítima disse que, na noite em que aconteceram as transações, recebeu ligação da central de seu banco, que solicitava a informação de uma habilitação para Iphone X para usar seu cartão. Ao informar que não tinha esse modelo de celular, o banco optou por bloquear o cartão e evitar golpes.
Porém, na manhã do registro da ocorrência, a vítima percebeu seis transações no débito nos valores de R$ 995, R$ 990, R$ 900, R$ 400, R$ 500 e R$ 1.000. já no crédito os valores foram de R$ 250, R$ 361, duas de R$ 1.000 e a última de R$ 999,99.
Ambos os casos estão registrados na Unisp e seguem para investigação.
Autor:
Jéssica Chalegra
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 15 de Agosto de 2019, às 10:16