Os problemas relacionados à violência no campo são preocupação constante do Sindicato dos Produtores Rurais de Vilhena e Chupinguaia, presidido por Gustavo Sartor. Incidentes vêm ocorrendo com constância preocupante no Cone Sul, e resultam em situações extremas, como registrado há poucos dias na região, envolvendo um empresário pioneiro que acabou preso. Na visão de Sartor, o que agrava a questão é a conduta distinta de proprietários de terras e entidades que apoiam ações de confronto no que tange a organização e coesão. “Enquanto existem estruturas detalhadamente organizadas por trás desses movimentos, da parte dos empresários quase não existe participação nas entidades representativas de classe”, avalia o presidente.
Segundo Sartor, o sindicato tem tomado iniciativa de forma frequente no sentido de alertar o Poder Público acerca da gravidade do problema. “Vivemos numa situação de tensão constante, sempre temendo o pior”, afirma. De acordo com ele, a organização sindical conta com estrutura jurídica para atender seus associados, que somam cerca de 400 fazendeiros. Em casos onde ocorre invasão em área de empresário não associado, é complicado para a organização oferecer o mesmo suporte. “Por isso alertamos a todos sobre a importância da participação e filiação à entidade, que é nossa trincheira política para reivindicações”, explica o presidente.
Ele encerra afirmando ter certeza da existência de organizações bem estruturadas e com recursos para financiar ações dos sem-terra, visando fins políticos. “Tanto os produtores quanto as famílias usadas para as ocupações acabam se tornando vítimas destas organizações. Por isso insisto que temos que avançar no sentido de entidade classista, seguindo exemplos que existem no país, inclusive no vizinho Estado do Mato Grosso, onde a organização e influência das entidades que representam os produtores rurais acabam coibindo este tipo de situação”, finaliza.
Autor:
Da redação
Fonte:
FS
Publicado em 25 de Setembro de 2014, às 11:36