Uma ordem de reintegração de posse emitida em outubro do ano passado pela Justiça de Vilhena determina que um grupo de 52 famílias sejam retiradas de uma área de 2.000 hectares no Igarapé Água Viva, zona rural de Chupinguaia

 

A justiça deu ganho de causa aos proprietários da terra, em ação protocolada em 2004.

 

O processo chegou até ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, na forma de um recurso especial, depois que foi arquivada apelação feita junto ao Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia (TJ-RO).

 

O problema social que pode ser criado com o despejo das 52 famílias ainda não foi devidamente aquilatado. Existem centenas de cabeças de gado nas pequenas datas, todas entre 10 e 20 hectares, além de extensos milharais e arrozais.

 

A terra é fértil, com abundância de água corrente, e, apesar de a comunidade não dispor ainda de posto de saúde ou escola, a prefeitura de Chupinguaia disponibiliza há vários anos uma linha de transporte escolar rural para atender às crianças que vivem no entorno do igarapé Água Viva.

 

Depois que começaram a receber as notificações da Justiça com prazos de no máximo 15 dias para deixar suas terras, os agricultores se desesperaram: contrataram novo advogado, procuraram as autoridades do município e, na semana passada, vieram a Vilhena para tentar algum tipo de apoio junto aos deputados estaduais.

 

Saiba quais podem ser os novos passos desta história em matéria exclusiva do repórter especial Carlos Macena na edição da FOLHA que circula neste sábado.