Sem-terra estariam planejando usar mulheres e crianças contra ação da PM

Já começa a causar preocupação uma reintegração de posse que deverá ser cumprida numa área de terras invadida recentemente a cerca de 90 km de Vilhena. A ocupação da propriedade por militantes da Liga dos Camponeses Pobres, entidade que reúne sem-terra de várias cidades, foi noticiada pelo FOLHA DO SUL ON LINE no mês passado. Leia aqui.
Para tentar retirar os invasores, a dona do imóvel foi à justiça e, na terça-feira, 01, o juiz Vinicius Bovo de Albuquerque Cabral, titular da 3ª Vara Cível de Vilhena, determinou a saída das famílias que ainda permanecem na área. O magistrado também ordenou reforço policial na operação, recomendado, porém, “cautela suficiente” para evitar violência e danos.
Pessoas ligadas à proprietária da fazenda invadida comentaram a situação, mas preferiram não se identificar alegando razões de segurança. Segundo dizem, os sem-terra, que também ocupam outras áreas nas proximidades, estariam se preparando para usar mulheres e crianças para impedir a ação da polícia na desocupação.
Já um familiar da fazendeira que tenta, na justiça, recuperar a terra, disse que há informações de que um homem identificado como “Mazinho”, estaria vendendo lotes de 40 alqueires a R$ 40 mil. Ele teria dito, ao ser questionado sobre o fato de a terra ser escriturada: “Problema de quem comprar”.
O mesmo entrevistado que fez a denúncia de venda ilegal dos lotes desabafou sobre a leniência de órgãos como Ibama e Sedam diante dos crimes ambientais que estariam sendo praticados no local, onde a polícia chegou a apreender armas. “Eles não coíbem as derrubadas, mas depois vão querer responsabilizar a dona da terra pelo desmatamento ilegal”, finalizou.