Denunciado por cinco empregados do Serviço Autônomo de Águas e Esgotos (SAAE), o diretor da entidade, Josafá Lopes Bezerra veio pessoalmente à redação do www.folhadosulonline.com.br apresentar sua versão. Bezerra admite que foi notificado pela Justiça do Trabalho a comparecer, na quinta-feira a uma audiência, na qual serão julgadas as denúncias formuladas contra ele e a autarquia. Os denunciantes pedem R$ 40 mil de indenização pelos danos sofridos.
De acordo com os empregados, Josafá teria implantado um “clima do terror” no ambiente de trabalho, fazendo cobranças exageradas e tratando-os com desrespeito, inclusive utilizando frases que soariam como coação e ameaça.
O dirigente desmente todas as acusações e diz que a suposta insatisfação dos subordinados está ligada a um único motivo: a mudança do horário de trabalho deles. Josafá revelou que, a pedido dos próprios servidores, implantou o sistema de horário corrido em fevereiro do ano passado. Para fazer a alteração, no entanto, teria feito um acordocom a categoria, garantindo bom atendimento e alcance das metas estabelecidas.
“Acontece que, neste período, começaram a se tornar frequentes as queixas quanto à entrega das faturas. Os usuários não recebiam os talões ou alguns iam parar no endereço errado”, garante Bezerra. O diretor do SAAE diz também que era comum os funcionários deixarem o órgão sem dar satisfações a ninguém. “Foi aí que decidi implantar um sistema de organização, para que cada um justificasse a ausência. A partir de então, alguns que não se adaptaram à nova forma de trabalho, começaram a se rebelar”, revela.
Josafá diz que hoje as condições de trabalho no órgão que dirige agrada à maioria dos empregados. “Eu pessoalmente atuei para que os salários fossem reajustados. Agora, o que não vou aceitar é que se comportem no serviço público como se não devessem satisfação a ninguém. Aqui, lidamos com dinheiro público e temos que respeitar o patrimônios que é de todos nós”. O dirigente garante, porém, que mesmo agindo com austeridade, jamais foi agressivo ou desrespeitou quaquer subalterno.
Para provar que a maioria de seus comandados não tem a mesma opinião dos colegas que o denunciaram, Josafá convidou dois deles para dar declarações ao site quanto as condições de trabalho no local. “Hoje, além de participarmos de cursos de capacitação, também dispomos de equipamentos de proteção melhores e estamos recebendo veículos e máquinas que tornarão mais eficiente o nosso trabalho”, revelaram.