Diante da celeuma criada após a revelação de que o prefeito Zé Rover (PP) pretende isentar, por dez anos, a loja de departamentos Havan do pagamento de tributos municipais, o FOLHA DO SUL ON LINE procurou a assessoria do mandatário para obter maiores informações sobre a renúncia fiscal.

Com o envio para a Câmara, nesta semana, do projeto de lei que isenta a empresa, o assunto vem dominando as discussões em Vilhena. Em programas de rádio e em conversas de empresários, a queixa mais comum é quanto à negativo do município em estender o benefício às firmas pioneiras, que estão na cidade há várias décadas e que pagam seus tributos sem qualquer vantagem.

Ao comentar o caso, o jornalista Luís Serafim, titular da Secretaria Municipal de Comunicação, disse que os únicos dois impotos que deixarão de ser cobrados da Havan se referem ao IPTU e às taxas de alvará. O comunicador argumenta que, embora os cálculos não tenham sido finalizados, as projeções feitas indicam que o município deixará de arrecadar deixará de arrecadar em torno de R$ 1 milhão durante toda a década em que estiver em vigor a isenção.

Serafim acrescentou que, como o gigante varejista não é prestador de serviço, atuando exclusivamente em vendas, não recolhe ISS. Mas contribuirá para aumentar o recolhimento em ICMS, que vai para o Estado e retorna como repasse para Vilhena. A mesma coisa acontece com os tributos federais.

SEGUNDO EM ARRECADAÇÃO – O jornalista revelou que, hoje, Vilhena detém a segunda melhor arrecadação em Rondônia, perdendo apenas para Porto Velho. Com o início das operações da Havan, o percentual de repasse de ICMS, que era de 5,8% no ano passado e atualmente chega a 6,17%, deve aumentar.

EMPREGOS – Ao pedir esta isenção em encontro com Rover (FOTO), o dono Havan, Luciano Hang, prometeu gerar 200 empregos diretos na cidade. Segundo ele, a loja trabalha em três turnos e, por isso, precisará desta quantidade de funcionários.