O Instituto Rondoniense de Pesquisa e Estatística (Irpe) iniciou na semana passada uma sondagem em todas as regiões de Rondônia para avaliar a aceitação dos políticos pela população. O objetivo é coletar dados referentes às intenções de voto para as eleições do ano que vem. Cerca de três mil pessoas deverão ser ouvidas até o final do trabalho, que será desenvolvido nos 20 principais municípios do estado.
Segundo o diretor do Instituto, Dejanir Haverroth (FOTO), a amostra escolhida para a aplicação dos formulários de pesquisa foi definida com base em um estudo geopolítico. “O conteúdo do formulário é abrangente. Contém questões abertas e fechadas para avaliações qualitativas e quantitativas. Essa pesquisa servirá de base para um trabalho periódico que faremos até as próximas eleições. Será fundamental para acompanharmos os rumos da política do estado durante este e o próximo ano”, garantiu Haverroth.
Dejanir afirmou também que serão divulgadas as informações que mais convierem ao instituto. “Não buscamos parceiros, nesse primeiro momento. Porém, com base nessa pesquisa, estaremos prestando consultoria a grupos políticos que buscam espaço nas próximas eleições”, finalizou Dejanir.
O Irpe, apesar de ter foi fundado há apenas 10 anos, já realizou trabalhos de expressão com alto índice de acerto final. Especializado em pesquisas de mercado, o instituto já desenvolveu exames dessa natureza em seis estados brasileiros para diversas empresas de pequeno, médio e grande porte.
RESULTADOS ATÉ O MOMENTO - Segundo Dejanir Haverroth, até o momento, não houve nenhuma surpresa no que foi apurado. Nenhuma liderança se destacou de forma significativa para o Governo do estado. “Cada nome tem seu peso maior em sua região com certa expressão estadual. Contudo, os números mais precisos deverão ser apresentados à imprensa nos próximos dias”, explicou o diretor. Com base nos dados colhidos até o momento, Dejanir avaliou o quadro de sucessão que provavelmente se desenrolará ano que vem em Rondônia nos quatro principais grupos políticos do estado.
PT - Deve entrar na disputa apostando no deputado federal Eduardo Valverde. Por ter um trabalho desenvolvido em todo o Estado seu nome está sempre crescendo na opinião pública. Roberto Sobrinho não deve deixar a prefeitura de Porto Velho, especialmente se o PMDB lançar candidatura própria. O maior cabo eleitoral do partido deverá ser o atual presidente da república, Luiz Inácio “Lula” da Silva.
PMDB - A posição deste partido é uma incógnita. Lançou Confúcio Moura, um nome de expressão no partido. Há possibilidade de que este seja apenas um “balão de ensaio” e um “pára-choque” do Senador Valdir Raupp ou Marinha Raupp, que podem mudar o jogo a qualquer momento, de acordo com seus interesses. Outro nome forte dentro do PMDB é do deputado federal Natan Donadon, que por ser conhecido pela população por suas obras no estado inteiro recebe grande reconhecimento na mídia. Outra pré candidata do partido é Sueli Aragão, ex-prefeita de Cacoal. No entanto, será difícil para esta viabilizar sua candidatura por conseguir o número de votos necessários para se eleger.
PDT - O nome de peso do partido é o empresário Acir Gurgacz. Mesmo sem grande popularidade e detendo uma das maiores rejeições dentre os nomes mencionados na pesquisa, o empresário já começou a articular lideranças em vários municípios. A mídia e uma grande quantidade de recursos que supostamente estarão envolvidos, também poderão alavancar a candidatura de Acir.
A SITUAÇÃO - O grupo da situação, liderado pelo governador Ivo Cassol, vive um momento delicado. Caso Cassol consiga controlar o desejo de seus pupilos, culminará em um único nome. Mas existe a possibilidade de as convenções serem desconsideradas. Pelo menos três nomes disputam a “benção” de Cassol: João Cahulla, vice-governador; Neodi Carlos, presidente da assembléia e Expedito Júnior, senador da república. Segundo comentários de bastidores, Expedito seria a última cartada de Cassol. Isso caso os demais pupilos não consigam “decolar” na opinião pública. A possível cassação de Cassol e Expedito, ambos pelo mesmo processo de compra de votos na última eleição, deverá ou definir o nome final para a disputa ou fragmentar o grupo.