Denunciante apresentou prints dos ataques virtuais que sofreu
O FOLHA DO SUL ON LINE acaba de ter acesso ao Boletim de Ocorrência registrado ontem na Polícia Civil de Vilhena por um indígena de 27 anos, contra o ativista político Adriano Vilhenense e a ex-secretária de Saúde de Vilhena, Weslaine Amorim.
De acordo com o documento, a denúncia aponta um caso de injúria que teria ofendido a honra do indígena da etnia Puruborá. As discussões que resultaram nas ofensas começaram em um grupo no WhatsApp. Prints dos insultos foram entregues pelo denunciante.
Segundo o indígena contou ao prestar a queixa, no domingo, 04, ele postou uma matéria sobre política na comunidade virtual, e Adriano reagiu, passando a lhe ofender, chamando-o de “porunga”, termo pejorativo com alguma semelhança fonética com a palavra “Puruborá”, que significa “onça”.
O denunciante revelou que, ao retrucar Adriano, também passou a ser insultado por Weslaine, que o chamou de “falso índio” e “fraco”. Adriano também teria classificado o indígena como “eleitor do PT”, além de escrever frases como “deve estar vendendo madeira da floresta”, “deve estar sem cérebro” e “volta pra sua oca”.
Diante dos ataques, o denunciante, que se apresenta como estudante, demonstrou interesse em representar criminalmente contra os dois acusados, a quem disse não conhecer pessoalmente, deixando claro que o contato com eles é apenas através do grupo no WhatsApp.
O FOLHA DO SUL ON LINE está à disposição de Adriano e Weslaine, caso os dois queiram apresentar suas versões.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 07 de Junho de 2023, às 08:58