Por volta das 17:30 de 30/10/10, sábado, a indígena Silmia Cesário, 58 anos, cuja etnia não tem aldeia própria, foi atacada por um macaco. A silvícola desaldeada, que vive na Casa do Índio (Casai), em Vilhena, resolveu ir pescar na chácara de uma amiga identificada Madalena, nas proximidades do rio Piracolino, a 05 quilômetros da zona urbana, nas proximidades do lixão. Quando a Silmia foi colocar uma isca no anzol, um macaco preto, conhecido por “Tadeu”, que pertence aos donos de outra chácara vizinha, a atacou, dando várias mordidas na mão direita e na perna direita da vítima.
Silmia teve que andar sangrando até a Casai, e depois foi levada pela equipe de saúde do estabelecimento até o pronto socorro do Hospital Regional de Vilhena, onde foram constatados vários ferimentos nos membros da paciente, que precisou levar vários pontos. A região mais critica foi a perna, cujos cuidados médicos consumiram quase uma hora de trabalho dos profissionais de saúde. Naquela área do corpo da paciente havia marcas dos dentes do macaco.
Uma enfermeira informou ao www.folhadosulonline.com.br que outras cinco pessoas já foram atendidas durante este ano no Hospital Regional apresentando ferimentos idênticos aos da índia. Todas relataram que foram atacadas pelo macaco “Tadeu”. A reportagem não chegou a ver o macaco, mas segundo informações de pessoas vizinhas que conhecem o animal, ele tem pelagem escura e pesa 26 quilos. A índia disse para ao site que até achou que o animal quisesse devorá-la e não conseguiu, por que a mesma correu antes que o estrago fosse maior. Técnicos do IBAMA já teriam visitado a chácara onde vive o símio, mas o dono do bicho possui toda a documentação para mantê-lo em cativeiro.