Por causa da denúncia feita por um vizinho ao Ministério Público, uma das igrejas mais animadas de Vilhena está tendo que gastar uma fortuna para se adequar às normas ambientais. A Comunidade Adorai, cujo templo fica no centro da cidade, a poucos metros da redação do FOLHA DO SUL ON LINE, foi notificada por fiscais da Secretaria de Meio Ambiente e, para se livrar de uma multa que pode chegar a R$ 8 mil, está tendo que investir mais de R$ 100 mil em obras, incluindo um isolamento acústico.
A denominação, comandada pelo pastor Vando Nascimento, é freqüentada principalmente por jovens e, ao contrário de outras religiões neopentecostais, não promove “gritarias” durante os cultos. “O que nós fazemos é executar músicas, mas o nosso som é de qualidade”, diz Vando.
Mas, mesmo o bom gosto musical não foi suficiente para impedir a denúncia do vizinho do templo. Acionado, o MP por sua vez mobilizou a Secretaria de Meio Ambiente e os Bombeiros. Licenças ambientais e projetos, incluindo o isolamento acústico, estão sendo providenciados pela Adorai dentro do prazo.
O incrível é que igrejas bem mais barulhentas não sofrem qualquer tipo de fiscalização e funcionam a pleno vapor, oferecendo inclusive milagres executando curas e libertações escandalosas, sem a exigência de licenças. No caso da Adorai, que recebe a visita da Polícia Militar duas vezes por mês, quando é feita a verificação do nível de ruído, o limite máximo permitido é de 45 decibeis de vazamento para fora do templo. “Sem a acústica, é impossível realizar cultos”, lamenta Vando.